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Américas

Moradores de São Francisco aprovam campanha da Nike com atleta antirracista

media A polêmica propaganda da Nike, setembro 2018 Courtesy Nike/Handout via REUTERS

Após a Nike enfrentar uma onda de boicote nas redes sociais depois de lançar uma campanha pelos 30 anos do slogan “Just do it” usando o jogador de futebol americano Colin Kaepernick como garoto-propaganda, as ações da empresa tiveram uma queda de 3,16% no pregão desta terça-feira (4). Kaepernick causou polêmica ao se ajoelhar durante a execução do hino dos Estados Unidos numa partida em 2016. As hashtags #BoycottNike e #JustBurnIt (simplesmente queimem, em português) foram as mais usadas no Twitter. Mas em cidades menos conservadoras, como São Francisco, a campanha tem recebido elogios

Com informações do correspondente da RFI em São Francisco, Eric de Salve

A propaganda de Colin Kaepernick chama a atenção em pleno centro de São Francisco, no topo de uma loja da Nike, onde se lê o slogan: “Acredite em algo, mesmo que isso signifique sacrificar tudo”. O texto faz referência à atitude tomada pelo jogador durante uma partida da NFL, a liga de futebol americano, quando ele se ajoelhou para denunciar a violência policial contra os negros no país.

O militantismo fez com que essa estrela do esporte se tornasse alvo de Donald Trump e custou a sua carreira. Colin Kaepernick está sem clube há dois anos. Uma situação incompreensível para muitos moradores de São Francisco. “Não há muita gente negra que consegue estar em um painel publicitário. Acho isso importante. Não dá para entender pessoas que criticam uma empresa que apoia uma causa. E essa causa é a proteção da vida de negros. Os policiais precisam parar de matar mulheres e homens negros”, disse Dwight, estudante afro-americano.

O protesto não é contra a bandeira

“É fantástico. Eles estão certos em apoiá-lo. O problema é que muitas pessoas não conseguem entender que ele não está protestando contra uma bandeira ou um hino, e sim denunciando a violência policial contra os negros”, ressalta outra moradora de São Francisco.

Já nas redes sociais, a campanha sofreu um apelo ao boicote. Consumidores irritados postaram fotos e vídeos queimando tênis e outros produtos da Nike para protestar contra uso do jogador na campanha. Por outro lado, cresceram também as manifestações de apoio a Kaepernick e à marca. Atletas como os astros do basquete LeBron James e Kevin Durant falaram a favor do jogador.

Para Trump, a campanha é “horrível”

Em entrevista ao site conservador Daily Caller, Trump criticou a campanha. “Talvez haja uma razão para eles fazerem isso”, afirmou. “Mas eu acredito que é uma mensagem horrível que não deveria ser enviada. Não há razão para isso”, completou.

Tão robustos quanto a polêmica são os negócios que estão por trás da campanha. A Nike renovou o patrocínio a Kaepernick e vai lançar uma linha de produtos com o nome do jogador. Nas prateleiras, ele já é um best seller. Em 2017, a camiseta oficial do jogador pelo San Francisco 49ers foi a 39ª mais vendida. Além de ser a única camisa de um atleta fora da liga a entrar no ranking das 50 mais comercializadas. A Nike também divulgou que fará uma doação ao projeto “Conheça seus direitos”, mantido por Kaepernick.

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