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Américas

10 veículos de imprensa são fechados na Venezuela por causa de medidas econômicas de Maduro

media O periódico venezuelano El Nacional denuncia o pacote econômico de Nicolás Maduro como responsável por "asfixiar" os meios de comunicação no país. Reprodução Twitter

Dez veículos de comunicação venezuelanos foram fechados ou demitiram seus funcionários após as reformas econômicas do presidente Nicolás Maduro, que anunciou um aumento de 3.400% no salário mínimo, segundo declaração do Sindicato dos Trabalhadores da Imprensa (SNTP) da Venezuela, nesta quinta-feira (30).

"As medidas econômicas ameaçam destruir a mídia venezuelana. Pelo menos dez veículos de imprensa anunciaram seu fechamento ou a demissão de seus funcionários", afirmou nesta quinta-feira (30) o Sindicato dos Trabalhadores da Imprensa(SNTP) pelo Twitter.

Sete jornais e uma estação de rádio local fecharam, dois jornais regionais demitiram seus funcionários ou tentam continuar publicando as informações em uma versão digital. A SNTP também afirma que o jornal El Universal, um dos mais antigos e de maior circulação no país, anunciou aos seus funcionários que não poderá continuar a pagar os salários.

"Em uma reunião do dia 22 de agosto, os jornalistas solicitaram seu “carnê da pátria”, cartão que dá acesso à ajuda financeira estatal, para que os salários possam ser subsidiados pelo governo central da Venezuela durante 90 dias", disse o sindicato. Nicolás Maduro afirmou que seu governo vai subsidiar por três meses a diferença em relação ao novo piso do salário mínimo (cerca de US$ 30) para todas as "pequenas e médias empresas".

“Carnê da pátria”

Para se beneficiar da ajuda estatal, os empregados devem obter seu “carnê da pátria”, documento que a oposição considera como um instrumento de controle social. O governo venezuelano implementou uma série de reformas econômicas em 20 de agosto, que inclui a entrada em vigor de novas cédulas com cinco zeros a menos que os bolívares atuais.

A reforma também prevê um aumento no preço da gasolina na Venezuela, que antes era a mais barata do mundo. O combustível permanecerá subsidiado aos cidadãos venezuelanos que possuam um “carnê da pátria”.

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