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Contra cortes de Macri, grande manifestação marca um mês de greve universitária na Argentina

Contra cortes de Macri, grande manifestação marca um mês de greve universitária na Argentina Manifestação em frente do Palácio Presidencial da Casa Rosada em Buenos Aires, Argentina, em 29 de agosto de 2018. REUTERS/Marcos Brindicci

O mais extenso conflito universitário dos últimos 35 anos, desde o retorno da democracia na Argentina, leva nesta quinta-feira (30) milhares de pessoas às ruas de Buenos Aires. Professores e alunos saem em passeata do Congresso ao Ministério da Educação em defesa das universidades públicas e por reajustes salariais. Eles reivindicam o dobro do aumento que o governo oferece. Em greve há quase um mês, as universidades pressionam o presidente Macri em um momento em que a palavra de ordem é ajuste nas contas públicas. A inflação descontrolada promete transformar o país num palco de reivindicações salariais.

Marcio Resende, correspondente da RFI em Buenos Aires

Na quarta semana da greve, a passeata desta quinta-feira, em Buenos Aires, parte às 17h do Congresso em direção ao Ministério da Educação. O protesto promete ser maciço. Manifestações devem ocorrer também em cidades do interior do país. Onde houver uma universidade em greve, deve haver um protesto.

Além de professores e de alunos pelas ruas, a passeata convocada pelos seis sindicatos envolvidos no conflito deve ter a participação de militantes de outros setores, sindicais e políticos, interessados em pressionar o presidente Mauricio Macri. Os sindicatos prometem um plano de luta e precisam demonstrar força com a marcha de hoje.

Ao longo desta semana, as aulas foram dadas nas ruas como forma de protesto. Professores e alunos bloquearam avenidas e fizeram do asfalto uma sala de aula improvisada. São aulas ao ar livre que visam chamar a atenção para o conflito.

Reivindicações contra cortes

Existe uma reivindicação salarial legítima de professores, uma reivindicação legítima de orçamento por parte de reitores e de qualidade por parte de alunos, mas também existe oportunismo político porque o governo está acuado: precisa reduzir o déficit fiscal e cortar gastos.

O governo começou oferecendo 15% de reajuste. Os sindicatos querem o dobro, 30%, para repor a perda com a inflação. Nesta semana, depois de uma reunião entre reitores com o próprio presidente Mauricio Macri, o governo disse que os 15% de reajuste são um piso, mas as negociações estão muito longe dos 30% reivindicados.

Os sindicatos querem ainda uma cláusula gatilho porque, se há um mês falava-se de uma inflação de 30% no país, a situação ficou ainda pior nos últimos dias e os economistas agora preveem, com sorte, uma inflação de 35%.

Greve nacional

A paralisação atinge 57 universidades públicas nacionais e 60 colégios pré-universitários, que recebem mais de um 1,5 milhão de estudantes e 170 mil professores.

O aumento salarial é a reivindicação principal, mas há também pedidos de maior orçamento, de obras e até de bolsas de estudo. 90% do orçamento destinado às universidades cobrem apenas os salários dos professores.

Em paralelo ao conflito universitário, também estão em greve as escolas da província de Buenos Aires, a mais populosa do país. Todas essas reivindicações salariais, no entanto, prometem ser a antessala de outros conflitos.

Inflação galopante

O governo previa uma inflação de 15% no começo de 2018. No meio do ano, passou a 20%. Depois, a 25%. Agora, já admite mais de 30%. Os acordos de aumentos salariais anteriores tinham uma cláusula de revisão que promete ser ativada agora.

Ontem mesmo, a Central Geral dos Trabalhadores anunciou uma greve geral no dia 25 de setembro. O anúncio veio em meio a uma nova desvalorização de 7% do peso argentino, totalizando 70% de desvalorização desde o começo da crise em abril.

O país que previa crescer 3% no começo do ano, agora prevê encolher, pelo menos, 1%. Assim, a Argentina combina recessão com inflação, um coquetel ideal para conflitos econômicos, sociais e políticos.


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