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Américas

EUA: sob forte segurança, neonazistas manifestam um ano depois de violências em Charlottesville

media Manifestante para diante de policiais que formam um cordão de segurança em Charlottesville, neste sábado REUTERS/Lucas Jackson

O presidente americano, Donald Trump, condenou neste sábado (11) os violentos confrontos ocorridos há um ano em Charlottesville, depois de uma marcha organizada por grupos neonazistas, que devem se reunir novamente neste domingo (12) em Washington.

O chefe de Estado americano foi duramente criticado no ano passado por não ter condenado claramente os supremacistas brancos após os incidentes de agosto de 2017, que deixaram três mortos e 20 feridos.

Em sua conta no Twitter, o presidente americano defendeu a união e condenou “todo tipo de racismo e violência”. O senador democrata pelo estado de Virginia, Mark Warner, insistiu em que Trump, na época, deixou o caminho livre para que os nacionalistas brancos difundissem "ódio e intolerância". "Os propagadores de ódio e fanatismo foram estimulados a difundir sua mensagem por causa de um presidente que se negou a condená-los claramente", declarou.

Estado de emergência preventivo

Os neonazistas da rede ultraconservadora “Unite Right” devem se reunir novamente em frente à Casa Branca neste domingo (12). O governo autorizou a presença de 400 pessoas sob um forte esquema de segurança, que terão direito de manifestar durante duas horas. Já os contramanifestantes irão se reunir na praça Lafayette, localizada em frente à residência presidencial. Os dois grupos, teoricamente, não devem se cruzar.

Como precaução, as autoridades decidiram declarar o estado de emergência tanto em Charlottesville como em toda Virginia para facilitar a mobilização de policiais e  recursos na cidade e no estado.

“Gente boa dos dois lados”, disse Trump

Os conflitos em Chalottesville, no ano passado, começaram depois de um protesto do Unith Right, mesmo grupo que se reúne neste domingo. Os neonazistas receberam autorização para organizar uma passeata na cidade contra um projeto da prefeitura para remover uma estátua do general confederado Robert E. Lee, grande herói do Sul durante a Guerra Civil Americana, e escravagista.

No fim da passeata, houve choques entre supremacistas brancos e contramanifestantes. Um simpatizante neonazista avançou com seu carro na direção dos manifestantes contrários ao racismo, matando uma mulher de 32 anos, Heather Heyer, e deixando 19 feridos.

Depois do protesto e dos distúrbios, Trump foi criticado por ter estabelecido inicialmente uma equivalência moral entre ambos os grupos de manifestantes, sem condenar diretamente os integrantes do Unite Right. No dia seguinte, o presidente americano disse que havia "culpa de ambas as partes" pela violência em Virginia, que os antirracistas chegaram "com pedaços de pau em suas mãos", e considerou que "havia gente muito boa em ambos os lados".

(RFI e AFP)

 

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