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Américas

Fluxo migratório da Venezuela impactou economias vizinhas, diz FMI

media O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro REUTERS / Carlos Garcia Rawlins

O Fundo Monetário Internacional (FMI) declarou nesta segunda-feira (16) que a crise na Venezuela já impactou as economias vizinhas. O órgão também lembrou que os dados do país deixaram de ser fiáveis há anos e destacou o profundo abismo econômico da nação sul-americana.

Maurice Obstfeld, economista do FMI, afirmou, durante uma conferência de imprensa para publicar as previsões econômicas mundiais, que o fluxo de pessoas que deixam a Venezuela tem impactado a economia dos países vizinhos.

“Como em outras regiões do mundo, é extremamente difícil fazer uma integração dos migrantes. A língua, nesse caso, não é um problema, mas ainda assim é uma tarefa complicada”, disse, lembrando de dificuldades como encontrar uma casa ou se inserir no mercado de trabalho. “É difícil falar a respeito tendo em vista o nível do abismo econômico. Nós paramos de nos comunicar com a Venezuela tem mais de uma década”, acrescentou.

Em abril, o FMI indicou que, em apenas cinco anos, a economia venezuelana recuou cerca de 45%, além de afirmar que a hiperinflação atingiria os 13.000% neste ano. O país, cujo capital vem 96% do petróleo, viu a produção do combustível cair mais de 50% em um ano e meio, por falta de modernização dos campos petrolíferos. A produção bruta da Venezuela também teve queda em junho, com 1,5 milhão de barris por dia, seu nível mais baixo em 30 anos.

Perspectivas de crescimento brasileiro são “pouco inspiradoras”

O FMI manteve sua previsão sobre o crescimento da economia mundial neste ano em 3,9%, mas alertou para os efeitos de uma guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. Na atualização das previsões econômicas feitas em abril, a entidade financeira revisou para baixo a expectativa sobre o desempenho da economia da América Latina, de 2,0% para 1,6%.

O Fundo destacou que essa redução é o reflexo da necessidade de ajustes na Argentina, do cenário de incertezas políticas no Brasil e das tensões comerciais ainda sem solução entre México e Estados Unidos. A Argentina foi abalada por uma grave crise financeira no primeiro semestre deste ano que levou o governo a recorrer ao FMI para obter um crédito de 50 bilhões de dólares.

No caso do Brasil, ele assinala que as perspectivas de crescimento são "pouco inspiradoras". "A economia tem um desempenho abaixo de seu potencial, a dívida pública é alta e, mais importante, as perspectivas de crescimento de médio prazo permanecem pouco inspiradoras", destaca.

Para 2018, o FMI espera para o Brasil um crescimento de 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB), uma redução de meio ponto em relação à estimativa de abril. O país continua com uma alta inflação e taxa básica de juros de 40% - uma das mais elevadas do mundo.

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