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Américas

Situação na Venezuela é “lamentável”, afirma ONU em relatório

media O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, o jordaniano Zeid Ra'ad Al Hussein, pediu hoje a criação de uma comissão internacional de inquérito para apurar abusos e a repressão aos opositores na Venezuela THOMSON REUTERS FOUNDATION/Anastasia Moloney

O Alto Comissário dos Direitos Humanos da ONU qualificou em um relatório publicado nesta sexta-feira (22) de “lamentável” a situação na Venezuela e exigiu a criação de uma comissão de investigação internacional, além de um “compromisso crescente” por parte da Tribunal Penal Internacional (TPI) na crise venezuelana.

“A situação dos direitos humanos dos venezuelanos é lamentável”, declarou Zeid Ra’ad Al Hussein num comunicado, denunciando a política de repressão contra a oposição, que inclui execuções extrajudiciais, detenções arbitrárias e tortura com violências sexuais, simulações de assassinato e descargas elétricas.

Quando uma caixa de remédios para a hipertensão custa mais caro do que o salário mínimo e o leite em pó para bebês mais de dois meses de salário, e que se manifestar contra essa situação pode te colocar na prisão, estamos diante de uma injustiça flagrante”, continuou Zeid Ra’ad.

Repressão visa ativistas, estudantes e jornalistas

O relatório desta sexta-feira segue a mesma linha de um outro documento de 2017, onde a ONU já denunciava o fato de que a repressão na Venezuela começou em 2014. As autoridades venezuelanas recusaram a entrada de especialistas da ONU, obrigando Zeid Ra’ad a preparar uma equipe para entrevistar à distância cerca de 150 pessoas: vítimas, familiares, testemunhas, jornalistas, advogados e médicos.

O texto conclui que, “tendo em conta a amplitude das violações, os Estados membros do Conselho dos Direitos Humanos deveriam criar uma comissão de investigação internacional”. De acordo com o relatório, os métodos para “intimidar e reprimir a oposição política e toda pessoa vista como uma ameaça ao governo” continuam, mas as “detenções se tornaram mais seletivas” e visam ativistas, estudantes, defensores dos direitos humanos, profissionais da imprensa e membros das Forças Armadas.

Pelo menos 12.320 pessoas foram presas no país entre janeiro de 2014 e abril de 2018. Além disso, mais de 7.000 foram liberadas com a condição de respeitar um certo número de medidas que limitam suas liberdades. Desde agosto passado, 570 pessoas, incluindo 35 crianças, foram detidas. O presidente Nicolás Maduro, no poder desde 2013, foi reeleito recentemente até 2025 em eleições duramente criticadas pela comunidade internacional.

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