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Américas

"Vamos manter as famílias juntas": Trump volta atrás em política migratória de "tolerância zero"

media Condenado dentro e fora do país, Trump assinou lei para evitar separação de crianças e seus pais, imigrantes clandestinos que cruzam a fronteira dos EUA. REUTERS/Leah Millis

O presidente norte-americano Donald Trump assinou nesta quarta-feira (20) um decreto para evitar a separação das famílias de imigrantes que cruzaram ilegalmente a fronteira com o México.  

"Vamos manter as famílias juntas", explicou Trump na Casa Branca. O governo norte-americano está sendo muito criticado, internamente e internacionalmente, por sua política de "tolerância zero" que fez com que mais de 2.300 menores de idades fossem separados de suas famílias em cinco semanas.

Mais cedo, o líder dos republicanos na Câmara de Representantes, Paul Ryan, anunciou que vai submeter ao voto dos legisladores na quinta-feira (21) a lei que acaba com as separações de famílias e que "resolve" o status dos menores de idade em situação ilegal nos Estados Unidos.

"Com a nossa lei, quando as pessoas forem processadas por cruzarem a fronteira ilegalmente, as famílias ficarão juntas durante todo o processo legal, sob autoridade da Segurança da Pátria", disse Paul Ryan após se encontrar com o presidente Donald Trump no dia anterior.

A legislação deverá resolver o problema de centenas de milhares de jovens indocumentados no país, disse ele sem maiores detalhes.

George e Amal Clooney doam US$ 100 mil 

[A estrela de Hollywood] George e [sua esposa] Amal Clooney doaram US$ 100.000 para a associação Young Center for Immigrant Children's Rights, que defende os imigrantes menores de idade, em meio à indignação geral contra a política do governo de Donald Trump de separar as famílias que cruzam a fronteira ilegalmente.

"Haverá um momento em que as crianças nos perguntarão 'É verdade que o nosso país separou os filhos de seus pais e os levou para centros de detenção?', e quando dissermos que sim, que é verdade, nos perguntarão o que fizemos, o que dissemos, que posição tomamos. Não podemos mudar a política do governo, mas podemos ajudar a defender suas vítimas", declarou o glamouroso casal de Hollywood em comunicado.

Os Clooney fazem parte de um grupo crescente de celebridades que tem denunciado esta política da administração Trump. Na terça-feira (19) à noite, Bruce Springsteen interrompeu seu popular show da Broadway para expressar a sua indignação.

O cantor John Legend e sua esposa anunciaram na semana passada que doaram US$ 288.000 à União Americana de Liberdades Civis (ACLU, em inglês) para chamar a atenção sobre esta prática "desumana".

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