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Trump prefere jogar culpa nos democratas a assumir ônus da separação dos menores e seus pais

Trump prefere jogar culpa nos democratas a assumir ônus da separação dos menores e seus pais
 
Protesto contra política de imigração dos EUA que separa crianças de suas famílias quando chegam ilegalmente nos Estados Unidos. Centro Tornillo Tranit, em Tornillo, Texas, EUA, em 17/06/18 REUTERS/Monica Lozano

Nos Estados Unidos, milhares de menores de idade estão sendo separados dos pais que tentam entrar no país sem visto. A medida do governo de Donald Trump pretende acabar com a imigração ilegal.

Ligia Hougland, correspondente da RFI em Washington

Em Washington, como de costume, a polêmica visa ganhos políticos, com o governo Trump culpando principalmente os democratas e vice-versa. A Casa Branca diz que os democratas são responsáveis por se recusarem a negociar um novo texto sobre imigração.

Nesta segunda-feira (18), Trump disse que "Os Estados Unidos não serão um campo de imigrantes, e não serão um complexo para manter refugiados", voltando a responsabilizar os congressistas democratas por uma legislação que considera "horrível".

Na realidade não há uma lei que especifique que menores devem ser separados dos pais que cruzam a fronteira ilegalmente, mas Trump afirma que muitos desses menores estão sendo usados por criminosos para cruzar a fronteira e muitos não são realmente filhos desses imigrantes ilegais.

De outubro de 2017 a fevereiro deste ano, foram constatados 191 casos de imigrantes ilegais que declararam, de maneira fraudulenta, que os menores eram seus filhos. No mesmo período do ano passado, foram constatados 46 casos.

Republicanos e democratas criticam a medida. Até mesmo a ex-primeira-dama republicana, Laura Bush, chegou a comparar a situação desses imigrantes com a dos descendentes de japoneses que eram colocados pelo governo americano em campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. A atual primeira-dama, Melania Trump, também disse que “detesta ver os filhos serem separados dos pais", mas destacou a necessidade de uma solução bipartidária com uma reforma da política de imigração.

Dentro da Casa Branca, não há uma posição firme e uniforme. Trump desagrada líderes dos republicanos e democratas. O presidente americano sabe que essa medida pode ter um alto custo político. Mas com o recente aumento de imigração ilegal na fronteira, a política de tolerância zero promovida por seu assessor Stephen Miller, que é conhecido por ter uma postura implacável quanto à imigração ilegal, ganhou força.

Segundo uma pesquisa da CBS News, 67% dos americanos consideram inaceitável separar os filhos dos pais que cruzam a fronteira ilegalmente. É provavelmente por isso que Trump prefere apontar o dedo para seus rivais políticos a assumir a responsabilidade por essa postura polêmica.

Quando o assunto é imigração ilegal, todos os lados em Washington têm uma coisa em comum: culpar seus rivais, sem oferecer soluções viáveis para a crise nem condições seguras para os menores envolvidos. Enquanto o secretário da Justiça, Jeff Sessions, e a arqui-inimiga de Trump, Hillary Clinton, apelam para a Bíblia para justificar suas posturas quanto à imigração, cerca de dois mil menores permanecem separados dos pais e estão sendo usados para ganhos políticos.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, disse esta semana que as famílias de imigrantes e refugiados não devem ser separadas, pois isso pode causar trauma aos menores. No entanto, é improvável que a Casa Branca leve em consideração o que a ONU está dizendo sobre o assunto, pois o governo americano atual não é grande fã da instituição e está mais interessado em garantir a reeleição de Trump do que em agradar instituições internacionais. Além disso, a secretária de Segurança Interna, Kirstjen Nielsen, disse nesta segunda-feira, que o governo Trump não tem intenção de recuar nem de se desculpar por aplicar a lei contra imigrantes ilegais.

Espanha e EUA: posturas contrastantes

Nesta terça-feira, o rei Felipe VI e a rainha Letizia, da Espanha, vão visitar a Casa Branca. Na semana passada, o país aceitou receber mais de 600 imigrantes que estavam no barco Aquarius, da ONG SOS Mediterrâneo, recolhidos na costa líbia. O caso mostra o contraste entre um ato de solidariedade do governo espanhol e a política dura da Casa Branca.

O rei da Espanha ressaltou na véspera do encontro com Trump que sua nação e os Estados Unidos têm um “relacionamento baseado em amizade e confiança mútua”. Felipe VI é conhecido dentro da União Europeia por promover uma política de generosidade em relação a imigrantes e refugiados, mas o encontro com Trump não deve ter um teor particularmente político. Mesmo que o rei espanhol tente falar sobre imigração, é muito improvável que a conversa se aprofunde, pois Trump somente deve estar interessado em posar para algumas fotos glamorosas com o casal real.


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