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Américas

ONU alerta que ascensão de Trump aumentou a pobreza extrema nos EUA

media Estados Unidos têm alguns dos piores índices de desenvolvimento social entre os países ricos. ( Photo : AFP )

A política econômica do presidente Donald Trump agravou a pobreza extrema nos Estados Unidos, de acordo com um relatório sobre o tema divulgado neste sábado (2) pelas Nações Unidas. Ao acabar com ajudas sociais e favorecer os ricos com sua reforma fiscal, o republicano acentuou um problema que já era grave no país, avalia a ONU.

O relator Philip Alston recomenda às autoridades americanas que adotem um sistema sólido de proteção social e tratem as origens da pobreza no país, em vez de “punir e prender os pobres”. “A política adotada ao longo do último ano parece destinada a acabar, deliberadamente, com as proteções fundamentais destinadas aos mais pobres, punir os que não têm emprego e até transformar em privilégio o acesso a serviços básicos de saúde”, escreve o relator.

Cerca de 41 milhões de americanos vivem na pobreza, dos quais 18,5 milhões estão em situação de pobreza extrema, de acordo com os critérios da ONU. As crianças representam um terço dessa população e os Estados Unidos têm a taxa de pobreza entre os jovens mais elevada entre os países desenvolvidos, destaca Alstom no relatório.

Desigualdades

“Os cidadãos americanos vivem menos tempo e com menos saúde do que os de outras democracias prósperas. Doenças tropicais que podem ser erradicadas são cada vez mais comuns, o país tem as mais altas taxas de prisão no mundo (...) e os mais altos índices de obesidade do mundo desenvolvido”, prossegue o texto.

O relatório destaca os cortes drásticos previstos no sistema de seguridade social americano atingirão áreas que já sofrem com falta de verbas, e afirma que a reforma fiscal adotada por Trump “vai agravar” a situação, além de fazer com que os Estados Unidos “permaneçam a sociedade mais desigual do mundo desenvolvido”.

O relator, que realizou uma missão a diversos estados americanos, se baseou em dados do escritório de recenseamento do país, a partir de 2016. Os números não são comparativos entre antes e depois da chegada de Trump à Casa Branca, em janeiro de 2017.

O trabalho completo será apresentado no Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas, em junho. “Não há receita mágica para eliminar a pobreza extrema. Mas em um país rico como os Estados Unidos, a persistência da pobreza extrema é uma escolha política feita por aqueles que estão no poder”, indica o documento.

Com informações da Reuters

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