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Américas

O que está acontecendo entre os EUA e a Coreia do Norte?

media Homem com máscara de Trump ao lado de boneco do norte-coreano Kim Jong-un durante protesto anti-Trump em Seul. REUTERS/Kim Hong-Ji

Menos de 24 horas depois de ter cancelado sua reunião com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, o presidente americano, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (25) que as discussões continuam com Pyongyang e que o encontro ainda pode acontecer em 12 de junho, como inicialmente previsto.

"Inclusive pode ser no dia 12. Estamos falando com eles agora", disse Trump na Casa Branca, acrescentando: "eles realmente querem fazer a reunião. Nós queremos fazê-la. Vamos ver o que acontece", completou.

Mais cedo, a Coreia do Norte declarou que continuava disposta a dialogar com Washington "a qualquer momento", apesar do cancelamento formalizado em uma carta de cerca de 20 páginas enviada por Trump ao ditador norte-coreano. No texto, Trump alegou a "hostilidade" do regime de Pyongyang e o não cumprimento de promessas.

Um funcionário americano de alto escalão do governo lamentou que os norte-coreanos não tenham se apresentado, na semana passada, para uma reunião com autoridades da Casa Branca em Cingapura a fim de preparar a cúpula Trump-Kim. "Não nos disseram nada, nos deixaram esperando", relatou.

Análise

Desde o início, os norte-coreanos queriam negociar com cada uma das potências envolvidas no conflito separadamente: China, Estados Unidos e Coreia do Sul. Desde o avô de Kim Jong-un, observam especialistas, a diplomacia norte-coreana atua de forma a colocar uns contra os outros.

Kim Jong-un esteve duas vezes em Pequim para conversas exclusivas e, ameaçando na semana passada cancelar a cúpula, Pyongyang conseguiu semear a discórdia entre a única frente unida: aquela formada por Seul e Washington.

Trump também foi apressado demais, e até ingênuo, destacam especialistas na região, ao dizer que queria se encontrar com Kim para assinar um acordo de paz. Ele abateu todas as cartas na mesa em uma única jogada. Diante da má-fé do regime comunista, restava apenas uma coisa a fazer: cancelar a reunião ou fazer um papel ridículo.

A China, única aliada importante de Pyongyang, pediu à Coreia do Norte e aos Estados Unidos que mostrem "boa vontade" e "paciência". Na prática, Pequim não tem nada a ganhar com uma paz imediata na península coreana e, além disso, não tem confiança em Trump, que diz tudo e seu contrário: para os chineses, o status quo ainda é a melhor solução.

Decepção generalizada

Vários líderes estrangeiros manifestaram sua decepção após o cancelamento da cúpula, a começar pelo presidente sul-coreano, Moon Jae-in. Ele evocou uma reviravolta nos acontecimentos "profundamente lamentável".

"Parece que [a Coreia do Norte] continua sendo honesta na hora de pôr em prática o acordo e em seus esforços para a desnuclearização e para a construção da paz", comentou o ministro sul-coreano da Unificação, Cho Myoung-gyon.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, garantiu que respeitava e apoiava a decisão do presidente Trump.

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