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Américas

Paraguai realiza eleições gerais com desafio de reduzir desigualdades

media Os candidatos à Presidência do Paraguai, Mario Abdo Benitez (esq.), do Partido Colorado, e Efrain Alegre, da coalizão GANAR, em março de 2018. REUTERS/Jorge Adorno/File photo

Neste domingo (22), cerca de 4,2 milhões de paraguaios vão às urnas durante uma eleição geral para escolher presidente, governadores, senadores e deputados. A disputa é entre integrantes do tradicional Partido Colorado e do Partido Liberal, que tem o apoio do ex-presidente Fernando Lugo.

Elianah Jorge, correspondente da RFI na América do Sul

Na corrida à presidência, posto que será ocupado pelos próximos cinco anos, Mario Abdo Benítez vem liderando as pesquisas com uma variação entre 53% e 55% das intenções de voto, contra Efrain Alegre com 31 e 32%.

Para alguns já é certa a vitória de Mario Abdo Benítez, ou Marito, como prefere ser chamado para distanciar seu nome do de seu pai, também Mario, que foi secretário pessoal de Alfredo Stroessner. Entre 1954 e 1989 o governo do ex-ditador deixou um rastro de execuções, desaparições forçosas e a prisão arbitrária de mais de 20 mil pessoas.

Marito tem 46 anos, estudou nos Estados Unidos e herdou do pai uma considerável fortuna. Começou na política em 2005 sem esconder a simpatia por Stroessner, mas conseguiu distanciar sua figura política da do ditador.

Ele provocou uma fissura dentro do Colorado e derrotou Santiago Peña, candidato do atual presidente Horário Cartes, na disputa interna do partido e que o levou às presidenciais. Fora da política, Marito Abdo dirigiu duas empresas vinculadas ao setor de construção civil. Críticos afirmam que estes negócios receberam contratos do governo.

Já Efrain Alegre concorre pela segunda vez à presidência. Na primeira ele foi derrotado pelo atual presidente Horacio Cartes. Na política desde 1983, pelo Partido Liberal ele já foi duas vezes deputado e uma vez senador.

Durante o governo de Fernando Lugo, Alegre foi ministro de Obras Públicas e Comunicações. Acabou demitido três anos depois por corrupção, embora ele negue as acusações. Mesmo assim continuou se fortalecendo dentro do Partido Liberal a ponto de voltar a concorrer à presidência.

A rusga política com Fernando Lugo, deposto em 2012, ficou no passado. Agora Efrain Alegre conta com o apoio do ex-presidente para conquistar eleitores diante de Marito, um adversário que tem a seu favor o carisma pessoal e o peso da tradição do Partido Colorado.

Disputa no Senado

De acordo com as pesquisas, é certa a vitória de Marito Abdo para a presidência. Mas, de acordo com analistas políticos, a verdadeira disputa acontecerá após a eleição. É dentro do Senado que se concentra a liderança do país.

De acordo com a legislação, ex-presidentes já têm o cargo vitalício de senadores, caso de Fernando Lugo e em breve de Horacio Cartes. Mas com a dança das cadeiras imposta pela eleição geral ainda é cedo para prever qual bancada sairá fortalecida da disputa.

Além dos demais partidos que participam da eleição, a maior briga será dentro do fragmentado Colorado, o mesmo de Cartes e de Marito Abdo. Quem ficar com a maioria das cadeiras, terá as rédeas do país nas mãos.

Forte crescimento econômico

Há anos o Paraguai vem crescendo economicamente. O país, de quase sete milhões de habitantes, é considerado o mais pujante da região graças às políticas econômicas. Uma delas é a lei de maquila, que aplica mínimos impostos a empresas estrangeiras que se estabelecem no país.

Recentemente, Christine Lagarde, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), esteve em Assunção onde se reuniu com Cartes. De acordo com a instituição, a previsão de crescimento para este ano é de 4%, percentual superior ao do Brasil e da Argentina, países que são sócios comerciais do Paraguai.

Mesmo com o bom momento econômico, o futuro governo terá como desafio reduzir a informalidade e a pobreza, situações que causam uma forte divisão social entre ricos e pobres.

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