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Américas

“Prender Lula sem provas é violência”, diz vice-presidente do PT em evento nos EUA

media Alexandre Padilha, vice-presidente do PT. Wikipedia

Alexandre Padilha, vice-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), aproveitou sua participação como palestrante da Brazil Conference, nesta sexta-feira (6), na universidade de Harvard, em Boston, para defender o líder do seu partido, Luiz Inácio Lula da Silva.

Ligia Hougland, correspondente da RFI em Boston

A defesa acalorada foi recebida com vaias do público que assistia a palestra “O Brasil do amanhã: como construir um país inclusivo, sustentável e desenvolvido? ”, realizada na Universidade de Harvard.

“Nosso país esta semana viveu uma situação aonde, para liberar um senador do PSDB da prisão, a Suprema Corte faz reinterpretação da Constituição. Para deixar prender o líder das pesquisas, o candidato do Partido dos Trabalhadores, o presidente Lula, a maioria da Suprema Corte fecha a Constituição e não lê o que está na Constituição”, criticou Padilha.

O ex-ministro de Coordenação Política, de Lula, e da Saúde, de Dilma Rousseff, também declarou que o país está “em frangalhos”, tanto em relação à economia quanto à confiança do povo em relação às instituições. Padilha prosseguiu insistindo em um inevitável “próximo governo Lula”, explicando que “mesmo com a violência de tentar prender um homem inocente sem provas” os ideais de Lula prevaleceriam.

“Mesmo se tentarem cometer essa violência de cortar as pernas de Lula, milhões de brasileiros caminharão por Lula. De calar Lula, milhões de brasileiros falarão o que Lula fala. De tentar parar as ideias de Lula, as ideias de Lula estão espalhadas por milhões de brasileiros”, disse Padilha.

Vaias

A audiência, composta principalmente por estudantes brasileiros da Universidade de Harvard e do Massachusetts Institute of Technology (MIT) mostrou não concordar com o vice-presidente do PT, mas ele não se intimidou com as vaias e continuou seu discurso em defesa de Lula.

Outros políticos brasileiros também presentes na Brazil Conference falaram com a imprensa brasileira sobre as repercussões da iminente prisão do ex-presidente, que teve esta semana, seu pedido de habeas corpus recusado pelo Superior Tribunal Federal (STF).

“No meio jurídico internacional é obvio que há muita estranheza em relação a tudo isso, uma vez que é um processo marcado por uma série de questionamentos, então de um modo geral no mundo jurídico nacional e internacional reina uma opinião amplamente majoritária no sentido de que, infelizmente é um processo judicial que está sendo usado para fins políticos”, disse Flavio Dino, governador do Maranhão.

O pré-candidato à presidência pelo PDT, Ciro Gomes, também não hesitou em falar com a imprensa sobre sua opinião negativa quanto ao tratamento dispensado a Lula por parte do Judiciário. “Considero que o país hoje não se considera protegido de forma justa, porque há um notório desequilíbrio entre aquilo que amargamente se imputa ao Lula nos prazos tão ágeis quanto se estão impondo, e aquilo que se faz à corrupção notória de certos figurões do PSDB. O País inteiro sente e eu sinto a mesma coisa”, disse Gomes.

Empresários preferiram não comentar

Já os grandes empresários estão optando por não se manifestar especificamente sobre a prisão de Lula. Alexandre Behring, co-fundador e sócio-diretor da 3G capital se recusou a comentar sobre a decisão do STF. David Neeleman, CEO da Azul Linhas Aéreas, disse apenas que “o Brasil precisa de políticos melhores”.

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