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Américas

Museu itinerante do “selfie” abre as portas na Califórnia

media Abertura do museu do Selfie, em Glendale, na Califórnia (Foto:Reuters)

O local foi inaugurado neste domingo (1) em Glendale, na periferia de Los Angeles, e ficará aberto durante dois meses. O autorretrato é (quase) obrigatório para todos os visitantes que tiverem a curiosidade de passar pela mostra.

Exibicionismo para uns, arte para outros. Independentemente de como ele seja visto ou analisado, o selfie já faz parte da cultura popular do século 21. Para ser considerado como tal, ele precisa ser tirado com um celular, em geral de cima para baixo e de preferência publicado em uma rede social. Foi na tentativa de explorar esse fenômeno que surgiu o museu itinerante do selfie, em Los Angeles, como explicam seus fundadores, Tommy Honton e Tair Mamedov.

“Os selfies têm uma história rica, como a própria história da Arte”, explicou Honton. No museu, o visitante encontra pelo caminho, por exemplo, uma réplica do célebre Davi de Michelangelo, com um celular rosa na mão, um trono fabricado com paus de selfie, ou ainda cartazes do governo russo que alertam sobre o risco de acidentes mortais. Para os criadores do museu, o significado dos “egoretratos” vai bem além de uma simples foto.

“Rembrandt fez centenas de autorretratos e Van Gogh fez dezenas. Qual é a diferença? A técnica, certamente, mas se os celulares existissem na época, todo mundo teria tirado um retrato desses”, ressalta Honton.

Mulheres fazem mais selfies do que homens

Os fãs de selfies não perderam a ocasião de visitar o museu, e de tirar fotos em fundos originais criados especialmente para o local, inspirados em telas da artista Colette Miller ou obras de Darel Carey. Também são exibidas estatísticas sobre a prática. Em São Paulo, por exemplo, 65,4% são feitos por mulheres. Em Moscou, esse número sobe para 82%.O museu itinerante deve passar por outros Estados do país, segundo seus fundadores, e viajar por outras partes do mundo.

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