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Américas

Principais marcas de água mineral estão contaminadas com plástico, revela estudo

media A pesquisa encontrou plástico dentro de várias garrafas Flickr.com CC0 1.0 zhrefch

As principais marcas de água em garrafa estão contaminadas com partículas de plástico, que provavelmente vazam durante o processo de engarrafamento. Isso é o que mostra um estudo realizado em nove países e publicado nesta quarta-feira (14).

A pesquisa analisou 250 garrafas de água em nove países, incluindo o Brasil, a China e os Estados Unidos. O estudo foi dirigido pela pesquisadora Sherri Mason, professora da Universidade Estadual de Nova York, em Fredonia. O plástico foi encontrado em 93% das amostras, que incluíram as principais marcas, como Aqua, Aquafina, Dasani, Evian, Nestle Pure Life e San Pellegrino.

Foram detectadas partículas de polipropileno, nylon e tereftalato de polietileno (PET). Em média, os pesquisadores encontraram em garrafas de um litro de água 10,4 partículas, de tamanho médio de 0,10 milímetros. Além disso, foram achadas 314,6 micropartículas por litro de água.

Riscos são desconhecidos

"Acredito que venham dos processos de engarrafamento, e creio que a maior parte procede da própria garrafa, de sua tampa e do processo industrial. Mas a água em garrafas de vidro também continha microplásticos", disse Mason. Ainda não se sabe quais são os riscos que essas partículas representam para a saúde humana. “Sabemos que podem estar associadas a alguns tipos de câncer, diminuição da quantidade de espermatozoides ou com o desenvolvimento de algumas doenças, como o autismo ou o déficit de atenção”, explicou a pesquisadora.

Segundo ela, essas doenças têm uma relação com a presença de produtos químicos sintéticos no meio-ambiente. “Sabemos também que o plástico tem elementos que ajudam essas substâncias a penetrarem o organismo”, esclarece. “De uma maneira global, a água da torneira é mais segura do que mineral”, afirma.

Jacqueline Savitz, diretora para a América da Oceana, ONG que luta contra a contaminação dos mares, destacou que o estudo é mais uma razão para se limitar a produção de garrafas de plástico.

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