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Américas

FARC obtém votação mínima em legislativas na Colômbia

media A direita liderada pelo ex-presidente Álvaro Uribe, grande opositor do acordo de paz com a FARC, venceu as eleições legislativas de domingo na Colômbia REUTERS/Carlos Julio Martinez

Pela primeira vez na história, os colombianos participaram neste domingo (11) das eleições legislativas, livres da ameaça do boicote que tradicionalmente realizava a antiga guerrilha das FARC e que impedia a muitos cidadãos de comparecerem às urnas.

Andrea Domínguez, correspondente da RFI em Bogotá

Pela primeira vez na história, os colombianos participaram neste domingo (11) das eleições legislativas, livres da ameaça do boicote que tradicionalmente realizava a antiga guerrilha das FARC e que impedia a muitos cidadãos de comparecerem às urnas.

Dessa vez, os ex-combatentes trocaram os fuzis pelas cédulas de votação e vários dos líderes do novo movimento político de extrema-esquerda foram fotografados depositando o seu voto na Força Alternativa Revolucionária do Comum, o novo nome das FARC.

A estreia dos ex-guerrilheiros no processo democrático foi considerada um fracasso eleitoral: apenas 84 mil pessoas, das 15 milhões que participaram dos comícios, votaram em candidatos da antiga guerrilha, o equivalente a 0,46% da votação.

Apesar da baixíssima votação, a FARC vai ter cinco deputados na câmara baixa e cinco senadores, como ficou acertado no acordo de paz. Mas ficou claro ontem que o processo de reintegração política vai demorar muito mais do que muitos estavam esperando. De fato, para alguns analistas políticos, os resultados dessas eleições legislativas foram uma amostra da rejeição de parte da população em relação aos ex-chefes guerrilheiros.

Herdeiro de Uribe teve grande número de votos

Com uma apuração parcial, o partido de Uribe, Centro Democrático, conseguiu manter seus 19 senadores e ampliou para 32 o número de deputados, 13 a mais que na legislatura atual. O ex-presidente conquistou a reeleição ao Senado com 860.000 votos.

Ao lado do Mudança Radical, do Partido Conservador e de forças cristãs, os movimentos de direita somam 134 de 280 cadeiras. Os dois primeiros, que foram aliados de Santos, questionam partes do acordo de paz negociado durante quatro anos.

No campo da esquerda, Polo Democrático Alternativo, Lista da Decência, Partido Aliança Verde e Farc somam até o momento 44 cadeiras. Embora dificilmente a direita consiga mudar de forma substancial o acordo de paz, sua votação pode afetar a implementação do sistema de justiça estabelecido com a ex-guerrilha para atender milhões de vítimas da guerra.

Verdes reforçam presença

Uma das poucas novidades foi o aumento de cinco para dez cadeiras do partido Alianza Verde, uma coalizão de centro esquerda que apoia o ex-prefeito de Medellín, Sergio Fajardo, nas eleições presidenciais, mas que continuará a ser uma força minoritária no Congresso.

Nos primeiros meses da campanha eleitoral, Fajardo chegou a liderar as pesquisas de opinião, mas hoje está claro que sem uma coalizão forte com outros candidatos, os “verdes” poderiam ficar fora da competição.

Primárias presidenciais

A direita também tem grandes chances de chegar à presidência, o que dificultaria um acordo com o ELN, que negocia a paz com Santos. O senador Iván Duque e o ex-guerrilheiro Gustavo Petro serão os candidatos da direita e da esquerda, respectivamente, para as presidenciais de maio na Colômbia, após vencerem as primárias de domingo.

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