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Américas

Chile: Piñera assume Presidência pela segunda vez com foco na economia

media Sebastián Piñera assumiu seu segundo mandato como presidente do Chile em 11 de março de 2018 REUTERS/Lucas Alvarado

O milionário conservador Sebastián Piñera assumiu seu segundo mandato no Chile, para o período de 2018 a 2022, neste domingo (11) com a promessa de acelerar a economia e o desafio de gerenciar o legado das reformas da socialista Michelle Bachelet.  

Como fez há oito anos, quando pôs fim a várias décadas de hegemonia de governos de esquerda, Piñera recebeu do presidente do Senado, o socialista Carlos Montes, a faixa presidencial que Bachelet ostentou nos últimos quatro anos.

Bachelet transferiu como legado um pacote de reformas sociais, algumas aprovadas e outras ainda em processo, com o qual tentou apagar as fundações instaladas pela ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

A socialista disse adeus aos chilenos com uma mensagem no Facebook, na qual diz que está "profundamente orgulhosa das transformações que estamos promovendo esses anos" e está convencida de que o Chile é hoje um país mais "justo, igualitário e livre".

Antes de chegar em Valparaíso, a cerca de 120 km a oeste de Santiago, sede do Parlamento, para a cerimônia de transferência, a presidente, visivelmente emocionada, se despediu do Palácio da Moneda, de sua equipe, que lhe deu uma rodada de aplausos, assim como de centenas de pessoas esperando em torno da sede presidencial.

"O povo unido jamais será vencido", cantou a multidão após a chegada de Bachelet ao Congresso, onde já haviam chegado Piñera e sua esposa Cecilia Morel um pouco antes.

Mulheres

A despedida de Bachelet, a última chefe de Estado da América Latina, põe fim à idade de ouro das mulheres na região e selou o retorno do direito ao poder na maioria dos países vizinhos.

Após a constituição do novo Parlamento que saiu das urnas em novembro passado sem maiorias e com o maior número de mulheres na história democrática chilena, o conservador foi o vencedor do segundo turno, em dezembro, na frente do candidato pró-governo Alejandro Guillier, com a promessa de governar para as classes médias.

Esta é a quarta vez que uma transferência de faixa tem os mesmos protagonistas, uma alternância que foi criada em 2010, após 20 anos de governos de centro-esquerda da Concertação que tomaram as rédeas democráticas no final da ditadura.

Neta de Allende

A neta de Salvador Allende, líder socialista que se suicidou no meio do golpe militar liderado por Pinochet em 11 de setembro de 1973, foi eleita presidente da Câmara dos Deputados.

Maya Fernández Allende, 47, deputada socialista eleita para um segundo mandato em um distrito de Santiago, foi escolhida pela maioria dos deputados na sequência de um acordo entre as forças políticas de esquerda.

"Não sou a primeira mulher a presidir a Câmara, mas hoje somos, felizmente, muitas mais mulheres", disse Maya Fernández, filha de Beatriz Allende, bióloga e veterinária de profissão.

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