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Américas

Cirurgia cardíaca tira candidato da Farc da corrida presidencial na Colômbia

media O líder do partido Farc, Rodrigo Londoño, fotografado em Bogotá no dia 28 de fevereiro, na véspera de sofrer um novo infarto. Jaime Saldarriaga / REUTERS

A Farc anunciou nesta quinta-feira (8) que seu líder, Rodrigo Londoño, conhecido pelo codinome de Timochenko, não irá mais disputar a eleição presidencial na Colômbia por problemas de saúde.

Londoño foi submetido a uma cirurgia coronariana na quarta-feira (7), após sofrer um infarto na semana passada. Porém, segundo seu colega de partido e ex-comandante guerrilheiro Iván Márquez, a operação foi "muito complexa", o que leva a antiga guerrilha, transformada no partido Força Alternativa Revolucionária do Comum (Farc), a renunciar à aspiração presidencial.

O ex-líder rebelde, de 59 anos, sofreu um infarto na quinta-feira (1) da semana passada ao fim de sua rotina diária de exercícios, de acordo com informações do partido. Desde então, ele foi transportado para a Clínica Shaio, próxima de Bogotá, especializada em tratamentos coronários. Até ontem, seus colegas de partido estavam confiantes, acreditando que a cirurgia seria de baixo risco. Mas diante da extensão da operação e do estado geral de Londoño, que sobreviveu nos últimos anos a vários problemas de saúde, ficou evidente que ele não está em condições de enfrentar a campanha até o fim.

Márquez afirmou que a Farc manterá seus candidatos à Câmara e ao Senado, cuja votação acontece no próximo domingo (11). O acordo de paz firmado entre o governo e ex-grupo guerrilheiro, em 2016, garante pelo menos dez assentos para os rebeldes em um Congresso de 280 cadeiras. Ele defendeu "um diálogo com todos os setores políticos, para construir pontes e promover uma grande convergência nacional".

Na avaliação do ex-comandante, que concorre a uma vaga no Senado, "não participar da corrida presidencial com um candidato próprio não significa que também não assumimos uma voz na frente dos outros candidatos nas eleições presidenciais de 27 de maio". Márquez assegurou que a Farc não iniciou qualquer aproximação com outros candidatos à presidência. O atual presidente colombiano, Juan Manuel Santos, deixará o cargo em agosto de 2018, após dois mandatos de quatro anos.

Campanha marcada por protestos

Londoño, o último guerrilheiro poderoso da América do Sul, suspendeu os atos públicos no dia 9 de fevereiro, após uma onda de protestos contra os candidatos da antiga guerrilha marxista e tentativas de agressão. Sua saúde estava se deteriorando desde 2015, quando esteve à beira da morte por causa de um ataque cardíaco sofrido durante uma viagem a Havana, em meio às negociações de paz com o governo colombiano.

(Com informações da AFP)

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