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Américas

Pressão de pesquisas força Trump a mexer no controle de armas

media Estudantes realizaram um minuto de silêncio em Raleigh em homenagem às vítimas de Parkland, nesta terça-feira (20). REUTERS/Jonathan Drake

Enfrentado a onda de indignação gerada pelo violento ataque a tiros da semana passada na Flórida, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propôs nesta terça-feira (20) proibir um dispositivo para armas que foi utilizado em 2017 em Las Vegas para provocar um massacre. Segundo uma pesquisa publicada pelo jornal Washington Post e a emissora ABC, mais de seis em cada 10 americanos consideram que a Casa Branca e o Congresso não fazem o necessário para prevenir os tiroteios, cada vez mais comuns no país.

A mobilização de muitos americanos que conseguiram escapar da matança realizada em 14 de fevereiro em uma escola de Parkland, ao norte de Miami, continua suscitando um alto interesse dos meios de comunicação nacionais, que revivem um debate que durante muito tempo permaneceu paralisado. Com o apoio incondicional da Associação Nacional do Rifle (NRA, em inglês), o poderoso lobby das armas de fogo, o presidente tenta equilibrar um tema delicado.

Manifestantes protestam contra lobby americano de armas. REUTERS

Ao evocar o ataque a tiros de Las Vegas, que provocou a morte de 58 pessoas em outubro, Trump anunciou nesta terça que pediu ao Departamento de Justiça para proibir os dispositivos, conhecidos como "bump stocks", usado pelo autor do massacre. O acessório permite que um fuzil dispare rajadas semiautomáticas.

"Assinei uma diretriz que solicita ao procurador-geral propor regulamentações a fim de proibir todos os mecanismos que transformam armas legais em fuzis automáticos", declarou o presidente, na Casa Branca. "Esses textos devem estar finalizados logo", acrescentou.

Bump stock

A presidência, os legisladores republicanos e inclusive a Liga de Futebol Americano (NFL) afirmaram, em outubro, que esses mecanismos deveriam ser submetidos a mais controles. Entretanto, cinco meses depois não houve nenhuma novidade sobre o tema no Congresso.

O "bump sotck" é uma culatra móvel que usa a energia do retorno da arma para imprimir um movimento de vai e vem extremamente rápido ao fuzil, cujos projéteis recarregam no mesmo ritmo. O assassino de Las Vegas, que possuía 12 fuzis dotados de um sistema desse tipo, disparou até nove balas por segundo graças ao "bump stock".

“Debate superado”

Após afirmar que, na segunda-feira, receberá estudantes e professores, mas também representantes das forças de ordem, Trump prometeu medidas "concretas para que as escolas sejam mais seguras". "Devemos deixar para trás debates já superados e nos concentrarmos em soluções práticas e medidas de segurança que funcionem verdadeiramente", disse.

Em um tuíte na segunda-feira, o presidente manifestou sua disposição para reforçar o controle dos antecedentes criminais dos compradores de armas de fogo, sem detalhar até onde estava disposto a ir. A Casa Branca comunicou, nesta terça-feira (20), que estava aberta a uma discussão sobre a eventual fixação de uma idade mínima para a compra de armas semiautomáticas dotadas de carregadores de alta capacidade como o AR-15, usado por Nikolas Cruz, o jovem atirador de Parkland.

"É algo sobre o qual estamos dispostos a discutir e que deve ser abordado nas próximas semanas", declarou Sarah Sanders, porta-voz do Executivo.

Proteção das escolas

Versões do AR-15 foram usadas na maior parte dos mais recentes massacres nos Estados Unidos, como o da escola primária de Newton, em 2012, no qual 20 crianças foram assassinadas.

Alunos do colégio de Parkland anunciaram que, em março, realizarão uma "Marcha por nossas vidas" em Washington e outras cidades para reivindicar um controle mais rígido das armas de fogo. Após saudar "a valentia e a eloquência desses jovens rapazes e moças da escola Stoneman Douglas", o ator George Clooney e sua esposa Amal declararam que doarão US$ 500 mil para a iniciativa.

A mesma ação foi anunciada pela apresentadora Oprah Winfrey, para quem essa mobilização é comparável às lutas nos anos 1960 contra a segregação racial. Dezenas de alunos sobreviventes do ataque a tiros de Parkland irão na quarta-feira a Tallahassee, capital da Flórida, onde se reunirão com legisladores para denunciar a falta de ação política diante da multiplicação de tiroteios nos últimos anos no âmbito escolar.

Com informações da AFP

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