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Américas

Mexicanos estão traumatizados com série de terremotos no país

media Nas ruas da capital, o terremoto deixou moradores apavorados. REUTERS/Edgard Garrido

O forte terremoto que sacudiu na sexta-feira (16) a Cidade do México, disparando o sistema de alerta na capital, deixou os moradores do país em pânico. Muitos mexicanos ainda estão traumatizados com o tremor ocorrido há cinco meses, que deixou 400 mortos.

"Saímos correndo, é a única coisa que podemos fazer", disse com os olhos avermelhados e cheios de lágrimas Kevin Valladolid, de 38 anos, morador do bairro Roma. "A verdade é que já estamos bastante alterados. Com qualquer som de alarme, choramos, estamos muito estressados, vivemos um 'flash back'", acrescentou. Na Cidade do México, centenas de pessoas abandonaram edifícios e se abrigaram em esplanadas ou no meio das ruas para se proteger.

Parada no meio de uma avenida do mesmo bairro, sem desviar os olhos de seu apartamento no quinto andar, Graciela Escalante, de 72 anos, dificilmente podia falar. "Foi terrivelmente forte, mal conseguimos descer, foram os degraus mais longos do mundo, mas conseguimos sair antes que a terra começasse a tremer outra vez... pensamos que tudo iria desabar novamente", disse Escalante sem soltar a mão da filha.

O Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS) e o Serviço Sismológico Mexicano estimaram a magnitude do tremor em 7,2 na escala Richter, com epicentro a 11 km de Pinotepa de Don Luis, no estado de Oaxaca, sudoeste do México. Como de costume, o terremoto foi seguido de várias réplicas, a mais forte de magnitude 5,8. O Comitê Nacional de Emergência foi acionado para fazer uma revisão minuciosa de eventuais danos, tuitou o presidente Enrique Peña Nieto.

Até a manhã de sábado (17), não havia registro de vítimas, apenas danos materiais. O terremoto foi sentido nos estados de Guerrero, Michoacán, Oaxaca e Puebla. Em Acapulco, os turistas foram temporariamente evacuados dos hotéis.

Treze pessoas morrem em queda de helicóptero militar

Por outro lado, a queda de um helicóptero militar, transportando o governador do estado de Oaxaca, Alejandro Murat, que sobrevoava a região para constatar os estragos do tremor, ao lado do ministro do Interior mexicano, Alfonso Navarrete, deixou 13 mortos. O governador e o ministro escaparam ilesos.

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