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Feministas chinesas driblam censura para denunciar assédio sexual

Feministas chinesas driblam censura para denunciar assédio sexual
 
A ativista Zhang Lei Lei posta na internet fotos com a campanha “a sedução não é desculpa para a sua mão de porco” Divulgação

A onda feminista que varre o mundo parece ter chegado finalmente à China. O movimento, por enquanto, está restrito às universidades. Inspiradas nas denúncias de assédio sexual que começaram em outubro do ano passado nos Estados Unidos, as jovens chinesas começam a sair do casulo.

Vivian Oswald, correspondente da RFI em Pequim

As jovens chinesas passaram a usar a internet para denunciar casos de abusos nas universidades, aderindo à onda feminista do movimento #metoo, lançado nas redes sociais, nos Estados Unidos. Por enquanto, as denúncias estão restritas ao que acontece nos campus, mas as feministas estão mais confiantes e querem ampliar a campanha.

Mais do que as denúncias das celebridades americanas, o que deu coragem às chinesas foi o depoimento da conterrânea Luo Qiangqiang, que, no início do ano, revelou ter sofrido o assédio de um professor na Universidade de Beihang, em Pequim, em 2006. Ela hoje vive nos Estados Unidos e virou uma espécie de ícone da luta feminista no meio universitário. O depoimento dela contra o orientador de tese Chen Xiaowu, de 45 anos, viralizou nas mídias sociais. Ele pediu que ela regasse suas plantas em casa e agarrou a jovem.

A revelação deu origem a uma investigação que levou à demissão do professor e ainda fez com que o ministério da Educação anunciasse medidas de combate ao assédio com a criação de um “mecanismo de prevenção de longo prazo”. Ainda não se sabe exatamente o que é isso, mas a resposta é a prova de que o governo ouviu e reagiu depressa, para a surpresa das próprias feministas chinesas.

A ativista Zhang Lei Lei, uma das mais atuantes do movimento, enviou uma carta à Universidade de Wuhan com os casos que levantou. Postou fotos na rede com um cartaz que diz “a sedução não é desculpa para a suas mão de porco”, um movimento que tem sido coordenado por várias feministas na China. Ela já avisou que vai reunir o máximo possível de informações de estudantes da faculdade para fazer denúncias.

Censura filtra mensagens feministas

Na China, movimentos organizados são sempre alvo de preocupação, quando não são censurados. Por conta disso, várias mensagens têm sumido da internet. O #woyeshi, como é chamado o #metoo em chinês, tem sido bloqueado pelos filtros locais. Mas os internautas sempre encontraram uma maneira de fugir da censura e fazem pequenas alterações nos caracteres usados nas campanhas, driblando os “filtros” oficiais. As causas feministas nunca tiveram muito eco num país em que, ao se separar do homem, mulheres ainda perdem o direito de ficar com os filhos, ainda que tenham sofrido violência doméstica.

Uma pesquisa feita pelo Centro de Educação Sexual de Guangdong com universitários e ex-alunos de 16 das principais universidades chinesas mostrou que quase 70% dos 6.592 entrevistados em 34 províncias sofreram algum tipo de assédio sexual. Quatro casos apenas teria sido levados às autoridades nas universidades. De acordo com a autora do estudo, Wei Tingting, 60% das pessoas que não denunciaram o caso afirmam que achavam que a iniciativa não daria em nada.

Cerca de 50% nem sequer sabia como denunciar ou lutar contra o assédio. O governo tem tentado mostrar que está atento. O sistema que deve ser criado pelo ministério deve esclarecer melhor o conceito de assédio, que não está claro na lei, para facilitar as investigações e as punições. Mês que vem, a lei de combate à violência doméstica na China comemora seu segundo ano de vida.

As próprias autoridades admitem que ainda é preciso tornar a legislação mais conhecida, sobretudo nas áreas rurais do país. Mas desde 2016 é considerado como violência doméstica "dano físico, psicológico ou de outro tipo", com manifestações de abuso ou maus-tratos físicos ou psicológicos.


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