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Américas

Escândalo de prostitutas no Haiti arranha imagem da Oxfam

media Logomarca da ONG internacional Oxfam, sediada em Londres. DR

O governo britânico anunciou que vai rever toda a colaboração em curso com a Oxfam, após a revelação na sexta-feira (9) do escândalo de prostitutas envolvendo a ONG especializada no combate à fome no mundo. Funcionários da organização são acusados de ter contratado garotas de programas no Haiti, inclusive menores de idade, durante a missão de ajuda ao país, depois do terremoto de 2011.

Londres pediu uma "investigação completa e urgente" sobre as acusações, reveladas pelo The Times. Houve uma investigação interna, mas segundo o jornal o diretor para o Haiti da Oxfam, Roland van Hauwermeiren, renunciou sem que houvesse nenhuma ação disciplinar.

A agência britânica de Desenvolvimento Internacional (DFID), que trabalha com a ONG, disse que os diretores da organização, sediada no Reino Unido, não foram transparentes com o governo e com a Comissão Reguladora da Caridade do país. O DFID pediu uma reunião com os dirigentes da Oxfam mais rápido possível.

O porta-voz da agência britânica ressalta que “a forma como a ONG reagiu a estes terríveis abusos a pessoas vulneráveis levanta sérias questões.”

Denúncias do Times

Segundo o jornal The Times, depois do terremoto de 2010 que devastou a ilha e deixou 300.000 mortos, um alto funcionário da organização contratou jovens prostitutas. Elas foram recebidas nas casas e hotéis pagos pela Oxfam, onde “festas sexuais” eram organizadas. Uma fonte, citada pelo Times, assegurou ter visto imagens de uma orgia em que prostitutas usavam camisetas da Oxfam.

A investigação interna, realizada em 2011, determinou que havia uma "cultura da impunidade" entre alguns funcionários da ONG, mas que foi incapaz de determinar se algumas das prostitutas eram menores de idade, indicou o jornal.

O diretor para o Haiti da Oxfam, Roland van Hauwermeiren, teria admitido a contratação de prostitutas e renunciou, sem no entanto ter sido punido. A ONG negou qualquer tentativa para encobrir o caso e proteger sua reputação. Um porta-voz organização esclareceu à AFP que houve acusações de envolvimento de meninas menores de idade, mas que estas denúncias "não foram provadas".

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