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Américas

Colômbia endurece fiscalização na fronteira com aumento do fluxo de venezuelanos

media O presidente colombiano Juan Manuel Santos durante coletiva de imprensa em Cucuta, em 8 de fevereiro de 2018. REUTERS/Carlos Eduardo Ramirez

Mais controles e mais soldados na fronteira entre Colômbia e Venezuela. O presidente colombiano Juan Manuel Santos viajou nesta quinta-feira (8) a Cucuta, grande cidade fronteiriça da Colômbia, às portas da Venezuela. Os migrantes venezuelanos que fogem da crise em seu país estão chegando cada vez mais e em maior número ao país vizinho. O governo colombiano teme uma crise humanitária.

Com informações de Marie Eve Detoeuf, correspondente da RFI na Colômbia, e da AFP

Um presidente e nove ministros que se deslocam para Cucuta, cidade na fronteira entre Colômbia e Venezuela, é uma maneira de dizer que a situação é séria. Nunca antes a Colômbia experimentou tal afluxo de migrantes. O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, lembrou o fato no início de seu discurso: "Como todos sabemos, o problema dos migrantes venezuelanos é um problema que está piorando, e é um problema complexo, não temos experiência anterior sobre como enfrentá-lo”, declarou.

A Colômbia decidiu endurecer sua política de acolhimento aos migrantes da Venezuela. Dois mil soldados serão enviados como reforços para tentar controlar a fronteira de cerca de 2.000 km: "Tomamos medidas para fortalecer controles, garantir uma melhor segurança da fronteira e criar empregos também. A mensagem importante é que o problema não pode ser resolvido apenas pelo governo, é um problema para todos os colombianos", disse Santos.

“E é um problema internacional”, completou o presidente. A pesquisadora Francesca Ramos, da Universidade do Rosário, na Colômbia, está convencida da gravidade da situação: "A Colômbia, sozinha, não pode lidar com essa questão. A Colômbia precisa de apoio, conhecimento sobre migração. Suas instituições não foram treinadas para isso. E a Colômbia precisa de apoio regional, porque o caso da Venezuela afeta toda a região é, analisou. Para os migrantes venezuelanos, no entanto, a Colômbia é apenas um país intermediário, não o destino final de sua peregrinação.

Fronteira com o Brasil

Mais de 40.000 venezuelanos vivem atualmente no estado fronteiriço de Roraima, no Brasil, sendo muitos na capital, Boa Vista, de 330.000 habitantes, segundo cifras oficiais.

Devido ao aumento da migração, uma das possibilidades estudadas pelo governo brasileiro para enfrentar a situação é "suspender temporariamente o ingresso por via terrestre até que termine esse censo", disse uma fonte do Planalto, no fim de janeiro.

No entanto, a viabilidade de uma suspensão temporária de ingressos por terra de venezuelanos - que não têm restrições para entrar como turistas no país - poderia ser dificultada pelos acordos internacionais assinados pelo Brasil, ainda segundo a fonte.

O senador Romero Jucá (MDB-RR), que representa o estado de Roraima e participou de uma reunião de emergência sobre o tema, no fim do mês passado, se disse favorável à proposta nas redes sociais. "Foi definido aqui que haverá um censo para determinar quantos e quem são estes venezuelanos em Roraima, defendemos que enquanto se faz esse censo, haja uma paralisação do ingresso de venezuelanos exatamente para podermos ter a quantificação exata de quem já está no estado e qual é a capacidade do estado de absorver essas pessoas", disse Jucá.

Outra proposta que circulou na região e que será avaliada é a de impedir a saída dos venezuelanos que já entraram no Brasil pelo norte, porque, segundo as informações das autoridades, alguns cidadãos estariam indo e vindo constantemente para levar dinheiro e comida, informou a fonte. A Venezuela vive uma profunda crise política, econômica e social, aprofundada pela hiperinflação e a escassez de alimentos e remédios.

Chegar ao Brasil por terra se tornou, nos últimos dois anos, uma alternativa de migração importante para venezuelanos que carecem de recursos econômicos para pagar uma passagem aérea. Em 2017, 17.865 venezuelanos pediram refúgio no Brasil, a maioria em Roraima.

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