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Américas

Eleição antecipada na Venezuela divide, inclusive a oposição

media Nicolás Maduro já indicou que vai tentar se reeleger, mesmo se a oposição ainda hesita em participar da eleição antecipada. Miraflores Palace/Reuters

O anúncio da realização em 22 de abril da eleição presidencial antecipada na Venezuela sacudiu ainda mais a vida política do país. A oposição hesita entre boicotar o pleito ou tentar impedir a reeleição de Nicolás Maduro. Os Estados Unidos já se pronunciaram sobre o tema e rejeitaram o pleito.

Os adversários de Maduro receberam como um golpe a decisão do poder eleitoral de fixar a data das eleições antecipadas, após naufragar na quarta-feira (7) uma negociação com o governo. A oposição deveria se reunir nesta quinta-feira (8) para decidir uma estratégia a ser seguida diante do pleito.

“Estamos como aqueles boxeadores que já receberam tantos golpes que estã atordoados”, declarou durante a tarde Jorge Borges, o principal negociador do lado dos grupos contrários a Maduro. “Sem união, nós estamos mortos”, afirmou, tentado mobilizar os opositores que, divididos, se questionam sobre as condições de realização de um pleito.

No poder desde 2013 e muito impopular diante da grave crise econômica que atravessa o país, Maduro já indicou que tentará se reeleger. Mas a MUD, principal coalisão da oposição, foi proibida pelas autoridades de participar do pleito. Dessa forma, seus dois principais nomes, Henrique Capriles, que já concorreu duas vezes, e Leopoldo Lopez, que vive em prisão domiciliar, ficam fora da corrida eleitoral.

Estados Unidos se opõem ao pleito

Antes mesmo do anúncio da decisão dos opositores, os Estados Unidos avisaram que rejeitam a realização antecipada de eleições presidenciais, por considerar que o governo de Maduro não dá garantias para uma organização legítima do pleito. "Apoiamos a decisão dos partidos de oposição de rejeitar os termos do governo para eleições que não seriam livres nem justas", apontou o Departamento de Estado em comunicado, mesmo se os adversários ainda não se exprimiram oficialmente. "É uma pena que o regime de Maduro não seja suficientemente corajoso para participar das eleições em igualdade de condições", completou o texto.

O governo de Donald Trump já havia rechaçado "energicamente" em 24 de janeiro o chamado da governista Assembleia Nacional Constituinte, que rege com poderes absolutos na Venezuela, para eleições antecipadas. O Departamento de Estado recordou que o chefe da diplomacia americana, Rex Tillerson, já destacou seu apoio ao "direito soberano" do povo venezuelano a "eleições livres, justas e transparentes" durante sua viagem pela América Latina e Caribe, que terminou na quarta-feira.

A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, manifestou seu apoio à oposição na Venezuela, em comunicado sobre o fracasso das conversas com o governo de Maduro em relação às eleições.

"A oposição venezuelana se manteve firme por sua democracia. O acordo proposto pelo governo de Maduro não era sério e está claro que o governo nunca teve a intenção de negociar de boa fé, ou permitir o povo venezuelano ir para eleições livres e justas que quer e merece", disse.

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