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Américas

Papa expressa dor e vergonha por abusos sexuais na Igreja

media O papa Francisco chegou nesta segunda-feira (15) a Santiago, primeira etapa de sua sexta viagem à América Latina. REUTERS/Claudio Santana

O papa Francisco expressou sua dor e sua vergonha pelos abusos cometidos por religiosos contra menores que mancharam a imagem da Igreja Católica, em seu primeiro discurso ante as autoridades políticas e civis do Chile.

"Não posso deixar de manifestar a dor e a vergonha que sinto ante o dano irreparável causado a crianças por parte de ministros da Igreja", afirmou o Papa no Palácio de La Moneda, onde foi recebido pela presidente Michelle Bachelet. "Temos que nos empenhar para que isso não se repita", acrescentou, em meio a aplausos.

"Quero me unir a meus irmãos no episcopado, já que é justo pedir perdão e apoiar com todas as forças as vítimas, ao mesmo tempo em que temos de nos empenhar para que isso não volte a se repetir", enfatizou.

A ONG americana Bishop Accountability, que desde 2003 se dedica a publicar os arquivos de pedófilos dentro da Igreja Católica, divulgou na semana passada uma lista de religiosos que abusaram de menores no Chile.

Um dos casos mais conhecidos é o do padre Fernando Karadima, hoje octagenário, condenado por um tribunal do Vaticano, em 2011, por ter cometido atos pedófilos nas décadas de 1980 e 1990. Ele atuava como formador carismático da Igreja e se retirou para uma vida de penitência depois de ser considerado culpado de agressões sexuais. 

Por isso, os chilenos se irritaram com uma decisão tomada pelo Papa em janeiro de 2015. Francisco nomeou o Monsenhor Juan Barros para dirigir uma diocese no sul do Chile, no momento em que havia suspeitas de que ele teria tentado proteger o padre Karadima no passado.

Sob a ditadura de Augusto Pinochet, a Igreja era admirada no Chile pelo seu papel de defesa dos direitos humanos. Um estudo recente mostrou, no entanto, uma enorme desconfiança dos chilenos em relação à Igreja, principalmente depois da revelação dos escândalos de pedofilia. O número de ateus cresce no país, tendo passado de 12% para 22% da população entre 2006 e 2014.

Defesa de direitos e da cultura indígena

Francisco também pediu que os direitos e a cultura dos povos indígenas sejam respeitados. "É preciso escutar os povos originários, frequentemente esquecidos e cujos direitos precisam ser atendidos e sua cultura cuidada, para que não se perca parte da identidade e riqueza desta nação", afirmou.

Na quarta-feira, o Papa se reunirá em Temuco (sul), em pleno coração de La Araucanía, com representantes do povo mapuche, que representam 7% da população chilena. A região tem sido palco de ações violentas de uma minoria de indígenas radicalizados, que lutam para recuperar terras ancestrais.

No Palácio de La Moneda – onde morreu o presidente socialista Salvador Allende, em 1973, quando ocorreu o golpe de Estado de Pinochet –, o Papa cumprimentou o magnata conservador Sebastian Piñera, vitorioso da presidencial de dezembro e que assumirá suas funções em março. Francisco também teve uma reunião a portas fechadas com a socialista Michelle Bachelet.

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