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Reunião de Trump com russos foi "traição", diz ex-assessor da Casa Branca

media Steve Bannon foi conselheiro especial de Donald Trump na Casa Branca. Imagem de 18 de abril de 2017. SAUL LOEB / AFP

A reunião mantida pelo empresário Donald Trump Jr com uma advogada russa na Trump Tower durante a campanha eleitoral de 2016 teria sido uma "traição", de acordo com o ex-assessor da Casa Branca, Steve Bannon.  

A declaração explosiva aparece no livro "Fire and Fury: Inside the Trump White House", de Michael Wolff, que será publicado na semana que vem e que a edição americana do jornal britânico The Guardian adiantou parcialmente nesta quarta-feira (3).

Em 2016, em plena campanha presidencial, Trump Jr e dois dirigentes de alto escalão do comitê eleitoral se reuniram com uma advogada russa em Nova York com a aparente esperança de obter dados comprometedores sobre a candidata democrata Hillary Clinton.

Além de Trump Jr, estiveram na reunião seu cunhado, Jared Kushner (que ainda é assessor do presidente norte-americano), e seu então chefe de campanha, Paul Manafort. Os três receberam na Trump Tower a advogada Natalia Veselnitskaya, mas a reunião não progrediu porque ela estava interessada em discutir uma lei sobre adoção de menores de idade russos nos Estados Unidos.

"Três altos cargos da campanha pensaram que era uma boa ideia se reunir com um governo estrangeiro dentro da Trump Tower na sala de conferências do 25º andar. Sem advogados", declarou Bannon, sem esconder o sarcasmo. Bannon não poupou palavras para expressar sua opinião: "ainda que alguém pensasse que isso não é traição, que tampouco é antipatriótico, ou que simplesmente é uma merda - e eu acho que foram as três coisas -, alguém deveria avisar o FBI imediatamente".

Steve Bannon se juntou à campanha de Trump semanas depois e alega que somente se inteirou dessa reunião após as eleições. Em seu depoimento para o livro, o polêmico ex-chefe de Estratégia da Casa Branca disse que os agentes do FBI que investigam o suposto conluio de Trump com a Rússia "vão quebrar Donald Jr como um ovo no horário nobre da televisão".

No livro de Wolff, Bannon usa um linguajar impiedoso contra Trump Jr, Kushner e Manafort por colocar o presidente em risco ao atrair a atenção do FBI, não por seus eventuais contatos com russos, mas por seus negócios. "O caminho para ferrar Trump passa por Paul Manafort, Donald Jr e Jared Kushner. É tão claro quanto um cabelo no rosto. Passa pelo Deutsche Bank e toda a merda de Kushner. Toda essa merda de Kushner é suja", declarou.

Bannon ganhou notoriedade como editor de um site de ultradireita e é considerado próximo aos supremacistas brancos norte-americanos.Tornou-se assessor de Trump em 2016 e depois das eleições ocupou um cargo-chave no governo, o de chefe de Estratégia, até sua renúncia em agosto de 2017.

"Perdeu a razão"

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (3) que seu ex-chefe de Estratégia na Casa Branca, Steve Bannon, "perdeu a razão" e não tem nenhuma influência no governo, em resposta às críticas pesadas publicadas em um livro que será publicado na próxima semana.

Bannon "não tem nada a ver comigo ou minha presidência. Quando foi despedido (da Casa Branca), não só perdeu seu trabalho, mas também perdeu a razão", afirmou Trump em um comunicado. 

Trump acusou ainda seu ex-chefe de Estratégia de vazar informações falsas quando estava na Casa Branca para aparentar ser mais importante do que realmente era, de não ter feito contribuições importantes à vitória eleitoral e até do fracasso em uma eleição local no Alabama. Em sua nota oficial, Trump disse que Bannon "raramente teve reuniões individuais comigo e somente aparenta ter influência junto a pessoas que não têm nem acesso, nem informação".

Além disso, apontou que Bannon "fingia estar em guerra com meios de imprensa, aos quais chama de 'partido da oposição', mas passou seu tempo na Casa Branca vazando informação falsa à imprensa para parecer ser mais importante do que é".

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