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Américas

Escândalo Odebrecht: presidente do Equador confirma saída de vice

media Jorge Glas, o ex-vice-presidente do Equador, permanece em uma prisão de Quito desde 2 de outubro passado pelo escândalo de corrupção da Odebrecht. @Reuters

O presidente do Equador, Lenin Moreno, confirmou nesta quarta-feira (3), que seu vice-presidente, Jorge Glas, perdeu o cargo no Executivo a partir de sua prisão, há três meses, por receber propina da Odebrecht.

"De acordo com o que diz a Constituição, o senhor vice-presidente da República, Joge Glas, deixou suas funções", disse Moreno à imprensa na casa de governo, acrescentando que a lei dá a ele 15 dias para apresentar ao Parlamento um trio de candidatos, para eleger um sucessor. "Vou demorar menos [a escolher o novo vice] porque um país não pode passar sem um vice-presidente", afirmou Moreno, eleito junto com Glas para um mandato de quatro anos.

"Estamos pedindo as certificações a organismos competentes para verificar que estamos atuando dentro do correto" ao apresentar o trio de indicações, assinalou o chefe de Estado. Glas, que ocupava a vice-presidência do Equador desde 2013, perdeu o cargo à meia-noite de terça-feira (2) diante da "falta definitiva" (por mais de três meses) no exercício do cargo, segundo prevê a Constituição do Equador.

Funcionário de mais alto cargo na ativa punido por escândalo da Odebrecht

Com 48 anos e com passagens por setores estratégicos no governo do ex-presidente Rafael Correa (2007-2017), Glas se converteu no funcionário em exercício de mais alto cargo condenado pelo escândalo de corrupção da Odebrecht na América Latina. Ele foi sentenciado em dezembro de 2017 a seis anos de prisão por receber US$ 13,5 milhões em propinas.

O agora ex-vice-presidente permanece em uma prisão de Quito desde 2 de outubro passado pelo escândalo de corrupção, à espera da notificação por escrito da sentença para poder apelar. A Carta Magna estabelece que em caso de falta definitiva do vice-presidente, o Congresso - no qual o majoritário bloco governista está dividido por uma briga de poder - escolherá seu substituto com o voto da maioria (69 dos 137 deputados) entre os três nomes apresentados pelo presidente.

Se o Parlamento, que também tramita um pedido de julgamento político contra Glas por parte da oposição, apoiado por deputados da ala de Moreno, não se pronunciar em 30 dias, será definido como escolhido o primeiro nome da lista.

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