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Trump defende reforma na imigração após atentado em Nova York

Trump defende reforma na imigração após atentado em Nova York
 
Funcionário do Departamento de Polícia de Nova York na estação de metrô da 42nd Street, após uma tentativa de atentado que aconteceu neste 11 de dezembro. REUTERS/Andrew Kelly

O atentado terrorista que deixou quatro pessoas feridas em Nova York nesta segunda-feira (11), deu corda para que o presidente americano Donald Trump defendesse o endurecimento da imigração aos EUA. A Casa Branca ignorou que o atentado tivesse ligações com a política externa do presidente e bateu na tecla da necessidade de uma reforma da imigração, já que o homem responsável pelo ataque, Akayed Ullah, de 27 anos, era um imigrante legal. 

Eduardo Graça, correspondente da RFI em Nova York

Oriundo do Bangladesh, mas dono de uma licença para dirigir táxis nos Estados Unidos desde 2012, Ullah confessou ter planejado a explosão, realizada em uma passagem subterrânea que liga as estações de metrô de Port Authority, o principal terminal de ônibus da cidade, e Times Square, as duas na rua 42, no coração de Manhattan. 

De acordo com a polícia, Ullah, que fez a bomba em casa, com ajuda do irmão, foi diretamente influenciado pelo grupo Estado Islâmico e sua motivação foi tanto a presença militar dos EUA na Síria e no Iraque, quanto a movimentação das forças israelenses na Faixa de Gaza no último fim de semana. Ele foi o primeiro homem-bomba da história da cidade desde os atentados ao World Trade Center em 2001. 

Manhã calma em Nova York

Esta terça-feira (12) começou sem grandes mudanças. As vias de acesso à cidade e as principais artérias do transporte público estão com a segurança reforçada, mas a ação rápida da polícia após o atentado foi elogiada pela população e diminuiu um pouco o nervosismo que foi dominante durante todo o dia. 

Apesar do alívio de um atentado sem vítimas fatais, foi a primeira vez, desde 2001, que a cidade teve de lidar com a ideia de um homem-bomba. De um morador de um dos distritos mais multiculturais da cidade, o Brooklyn, disposto a morrer e a matar pelas ideias defendidas pelo grupo Estado Islâmico.

Terrorista se inspirou em ataques à mercados de natal na Europa

A investigação ainda está longe de terminar, mas a polícia tem um grande trunfo, o de ter conseguido capturar Ullah poucos minutos após a explosão, às 7h20 da manhã de segunda-feira (11), em uma das áreas mais movimentadas da cidade.

De acordo com a polícia, como a bomba caseira teria explodido antes da hora e com menos força do que o esperado, Ullah chegou ao hospital consciente e foi imediatamente interrogado. Ele é muçulmano, frequenta uma mesquita localizada no bairro de classe média-baixa de Kensington, morava no bairro vizinho de Flatlands, ambos no Brooklyn, e entre 2012 e 2015, trabalhou como motorista de táxi. Nos últimos anos ele fazia um bico como eletricista em uma loja não muito distante de Port Authority. A polícia disse ainda que Ullah se tornou um militante radical na internet e depois de fazer várias viagens ao Oriente Médio e ao Sudeste Asiático.

Este é o terceiro ataque terrorista à cidade desde 2016 e aconteceu às vésperas do Natal, um dos motores da economia de Nova York nesta época do ano. De acordo com a polícia, Ullah escolheu o túnel do metrô da rua 42 para o atentado por conta da quantidade de pôsteres natalinos lá instalados, o que o remetia aos atentados do Estado Islâmico em mercados de Natal na Europa. Um dos elementos da bomba era uma luz quebrada de uma árvore de Natal. 

Mas exatamente como a cidade reagiu ao mais recente ataque, no dia 31 de outubro, nas proximidades do Rio Hudson, com oito vítimas fatais, o que mais se escuta nas ruas, nas redes sociais e na imprensa são afirmações de “eles não vão nos amedrontar” e “não vamos trocar nossas liberdades individuais por uma sensação de segurança”. O fato é que, se a bomba tivesse de fato explodido com toda força e embaixo de Times Square, como pretendia Ullah, o número de vítimas poderia ter sido muito maior e a reação das autoridades e da população, imprevisível.

Trump quer reforma no sistema de imigração

O presidente Trump foi muito criticado por ter demorado horas para se pronunciar oficialmente e por entrar nas redes sociais enquanto a cidade se debatia com a ameaça terrorista para criticar uma reportagem publicada no fim de semana pelo “New York Times” em torno de seus hábitos televisivos e sua obsessão com Coca-Cola diet. Quando finalmente o fez, através de sua porta-voz, ele centrou fogo no fato de Ullah ter entrado no país com o chamado “visto de família”, concedido por ele já ter um tio vivendo na cidade de forma legal. 

Trump sugeriu que o episódio fortalece sua proposta de uma reforma conservadora do sistema de imigração dos EUA, voltado para o combate aos imigrantes não-documentados e ao banimento da entrada de cidadãos oriundos de alguns países com considerável população de origem muçulmana. 

Por sua vez, o prefeito, Bill de Blasio, e o governador de Nova York, Andrew Cuomo, ambos democratas, lembraram que a política externa republicana, marcada por atos como o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel, incluindo o anúncio com toda pompa da transferência da embaixada dos EUA de Tel-Aviv para uma cidade considerada sagrada por judeus, cristãos e muçulmanos, serve como combustível para jovens como Ullah se radicalizarem.
 


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