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Américas

Vitória de chavistas nas municipais impulsiona Maduro para reeleição

media Os candidatos do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, venceram com facilidade as eleições municipais, um estímulo decisivo para seus planos de buscar a reeleição em 2018 ante uma oposição obrigada a superar as divisões. REUTERS/Isaac Urrutia

As eleições municipais desse domingo (10) na Venezuela terminaram com a vitória de candidatos chavistas na maioria das capitais estaduais e nas principais cidades do país. O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), do presidente Nicolás Maduro, venceu em 41 dos 42 municípios.  

Três dos quatro principais partidos oposicionistas boicotaram o pleito, por considerará-lo fraudulento. Maduro reagiu ao movimento da oposição afirmando que os partidos que não se apresentaram para as eleições municipais não poderão participar de outros pleitos. O líder chavista classificou o resultado das urnas como “extraordinário”.

O presidente venezuelano afirmou que os partidos dos opositores Henrique Capriles e Leopoldo López, entre outros, serão excluídos da eleição presidencial de 2018 por se negarem a concorrer nas eleições municipais desse domingo. Segundo Maduro, “eles desaparecerão do mapa político”. "Não posso entender que um grupo de dirigentes políticos da direita tenha se retirado. Se não querem eleições, para onde vão? Qual é a alternativa? As armas? A guerra?", questionou o presidente venezuelano, durante entrevista coletiva.

Os candidatos de Maduro venceram com facilidade as eleições municipais, um estímulo decisivo para seus planos de buscar a reeleição em 2018 ante uma oposição obrigada a superar as divisões. Com o caminho livre, o chavismo venceu mais de 300 das 335 prefeituras, incluindo pelo menos 20 das 23 capitais regionais, anunciaram Maduro e o Conselho Nacional Eleitoral (CNE). Cerca de 9,1 milhões de eleitores (47,3%) participaram da votação.

Segundo o analista político Luis Vicente León, "não há surpresa, mas o resultado não reflete o mapa das preferências políticas da Venezuela, neste caso por decisão da oposição". Um triunfalista Maduro, no entanto, pediu a seus seguidores que se "preparem para grandes vitórias em 2018". A intenção do presidente de buscar um segundo mandato de seis anos foi anunciada no dia 29 de novembro pelo vice-presidente, Tareck El Aissami, confirmando algo que todos já imaginavam.

Estratégia para as eleições presidenciais de 2018

Líderes opositores e analistas acreditam que o presidente socialista, com influência sobre o poder eleitoral, planeja antecipar a eleição presidencial para o primeiro trimestre de 2018 e não esperar até o fim do ano, como previsto. Desta maneira, ele tentaria aproveitar as divisões na coalizão Mesa da Unidade Democrática (MUD), que se aprofundaram após a derrota nas eleições para governadores, e do diálogo iniciado em 1º de dezembro na República Dominicana. "Maduro vai insistir na estratégia de antecipar o máximo possível a eleição presidencial para evitar que a oposição se reagrupe", afirmou à AFP o analista eleitoral Eugenio Martínez.

Depois de superar os protestos da oposição organizados entre abril e julho, que deixaram 125 mortos, e instaurar uma Assembleia Constituinte de plenos poderes, Maduro conseguiu melhorar seus índices de aprovação, apesar da grave crise econômica.

Uma pesquisa do instituto Venebarómetro, realizada entre outubro e novembro, mostrou um salto na popularidade do presidente de 24,4% a 31,1%. Ao mesmo tempo, a avaliação negativa da MUD passou de 46,1% a 65,7%.

Isso, no entanto, não seria suficiente para garantir um novo mandato, o que explica a estratégia de Maduro de dividir ainda mais o adversário e ampliar uma base eleitoral estagnada "à base do clientelismo", explica o cientista político Luis Salamanca. "Maduro só fará as eleições se a MUD estiver dividida, com vários candidatos e se perceber que pode ganhar", declarou Salamanca à AFP.

Reunificação  

A vitória do chavismo já era considerada certa, mas a votação mostrou mais uma vez a MUD em uma posição incômoda por suas contradições. Um grupo de dirigentes desafiou seus líderes e disputou as eleições, conseguindo conservar alguns redutos em municípios da região de Caracas, mas sem conseguir uma queda superior a 50% na parcela de poder da oposição. "A MUD deveria ter um discurso preparado para convencer os venezuelanos que não valeu a pena ir às urnas desta vez, mas valerá a pena votar nas presidenciais", disse Salamanca.

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