Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 17/06 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 17/06 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 17/06 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 17/06 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 17/06 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 17/06 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 16/06 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 16/06 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Américas

Venezuelanos votam para prefeito em eleição marcada por boicote da oposição

media Cartazes de campanha com a imagem de Erika Farias, candidata chavista à prefeitura da cidade de Libertador. REUTERS/Marco Bello

Os venezuelanos comparecem às urnas neste domingo (10) para escolher seus prefeitos, na última votação antes da eleição presidencial de 2018. Apesar da crise, o caminho dos candidatos do presidente Nicolás Maduro está livre, depois que os três partidos que dominam a coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) se recusaram a participar do processo eleitoral.

O ceticismo marca a votação para a escolha de 335 prefeitos, que terão mandatos de quatro anos. Atualmente, os chavistas governam 242 municípios e a oposição 76. Os demais são administrados por dissidentes ou independentes.

Para a maior parte de população venezuelana, votar não resolve os grandes problemas do país, como a hiperinflação, que segundo analistas se aproxima de 2.000% este ano. Após um aumento de 30% no mês passado, o salário mínimo é suficiente apenas para comprar três quilos de carne, em meio a uma profunda escassez de alimentos, remédios e produtos básicos.

Os partidos dos opositores Henrique Capriles, Leopoldo López – em prisão domiciliar – e Henry Ramos Allup se afastaram da campanha depois que denunciaram irregularidades nas eleições de 15 de outubro, nas quais o chavismo venceu 18 dos 23 governos do país. Outros movimentos e líderes entraram na disputa por conta própria. O ex-prefeito de Caracas fugiu para a Espanha por acreditar que pode fazer mais por seu país no exílio.

Oposição dividida

A dura derrota da MUD nas regionais aumentou as divisões em uma oposição que nas eleições passadas mobilizou dois milhões de pessoas a menos que em 2015, quando conquistou uma grande vitória nas legislativas.

Analistas consideram inviável que a oposição consiga manter metade de suas prefeituras, em consequência das deserções e da pressão da máquina chavista. O chavismo pode contar com uma sólida base eleitoral sedimentada por uma estrutura clientelista eficaz. A previsão é que o governante Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) aumentará sua fatia de poder.

Luis Vicente León, presidente do instituto Datanálisis, adverte para um "cenário demolidor" para a oposição. "Não acontecerá uma grande abstenção que deslegitime o processo, nem um triunfo relevante dos que disputam", disse. As eleições municipais não costumam registrar um elevado nível de participação. Em 2013 a taxa foi de 42%.

A coalizão opositora MUD está concentrada na eleição presidencial, prevista para o fim de 2018. Maduro visa a reeleição. Segundo líderes opositores e analistas, a votação poderá ser antecipada para o primeiro trimestre. Garantir condições justas é a prioridade da coalizão nas negociações iniciadas com o governo na semana passada, que também dividem a MUD.

Depois de superar os protestos que exigiam sua saída e que deixaram 125 mortos entre abril e julho, Maduro – apoiado pelos militares – conseguiu a eleição de uma Assembleia Constituinte que atua com poderes absolutos, integrada apenas por governistas. Não reconhecida por vários governos, a Constituinte ampliou o vasto poder institucional de Maduro.

Com agências internacionais

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.