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Américas

Venezuela cria Petro, moeda que visa vencer “bloqueio” dos EUA

media O presidente venezuelano Nicolás Maduro durante seu programa semanal televisivo Miraflores Palace/Handout via REUTERS

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou neste domingo (3) a criação do "Petro", uma moeda virtual apoiada no recursos naturais do país, para enfrentar o "bloqueio financeiro" dos Estados Unidos.

O anúncio foi feito por Maduro em seu programa semanal de TV. "Quero anunciar que a Venezuela vai implementar um novo sistema de criptomoeda baseada em suas reservas de petróleo, o Petro, para avançar em termos de soberania monetária, para fazer suas transações financeiras e vencer o bloqueio financeiro", disse.

Além do petróleo, a nova moeda estará vinculada à riqueza de gás e à existência de ouro e diamante, indicou Maduro. Segundo ele, a criação da nova moeda permitirá “avançar em direção a novas formas de financiamento internacional para o desenvolvimento econômico e social do país", afirmou. O governo também anunciou a criação de uma plataforma de trocas da criptomoeda.

Maduro não deu detalhes sobre o projeto, mas analistas financeiros acreditam que ele está fadado ao fracasso. “Pode-se lançar uma moeda, mas é preciso obter sua confiança, aceitação e utilização, que, na minha opinião, serão limitadas”, disse Henkel Garcia, diretor do gabinete de consultores Econometrica.

“O bolívar também tem o apoio das reservas, mas não têm nenhuma força. A confiança em um país depende dos níveis de produção e de riqueza que ele gera”, completa.

País quebrado

O anúncio chega em um momento em que a Venezuela enfrenta sérios problemas de financiamento. O país já teve seu rating rebaixado por diversas agências de classificação de risco e será provavelmente obrigado a reestruturar sua dívida, estimada em US$ 150 bilhões.

Em meio à grave crise no país pela queda dos preços e da produção de petróleo, a moeda venezuelana, o bolívar, sofreu uma desvalorização de 95,5% em relação ao dólar no mercado negro. Socialmente, a crise expõe a população à fome e à falta de remédios. A inflação em 2018 está estimada em mais de 2300%. A Venezuela acusa os Estados Unidos, que impuseram sanções econômicas ao regime, de piorar a situação.

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