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Américas

Última mensagem do submarino argentino teria indicado curto-circuito e incêndio

media Equipe da Marinha dos EUA que participam da busca do submarino ARA San Juan desaparecido. Argentina, 26/11/2017. Argentine Navy/Handout via REUTERS

O canal de televisão argentino A24 revelou na noite de segunda-feira (27) uma suposta última mensagem emitida pelo submarino argentino ARA San Juan, desaparecido há 13 dias. De acordo com a emissora, a embarcação teria reportado um curto-circuito e um início de incêndio nas baterias.

Em um programa ao vivo, o canal mostrou a suposta mensagem emitida pela tripulação do submarino no dia 15 de novembro, às 8h52 da manhã. De acordo com a emissora A24, um alerta do submarino argentino desaparecido no Atlântico Sul com 44 tripulantes reportou um curto-circuito e um princípio de incêndio nas baterias.

"Entrada de água do mar pelo sistema de ventilação no tanque de baterias N°3 ocasionou curto-circuito e princípio de incêndio na área das barras de baterias. Baterias de proa fora de serviço. No momento em imersão, propulsando com circuito dividido. Sem novidades de pessoal, manterei informado", afirma a suposta mensagem do San Juan, reproduzida pela emissora.

O texto exibido seria relativo à última comunicação da embarcação, supostamente enviada pelo comando do submarino, antes da perda de contato. A Armada (Marinha argentina) havia informado nos últimos dias que o submarino registrou um problema nas baterias no dia 15 de novembro, que teria sido corrigido.

Segundo as autoridades, a última comunicação ocorreu quando o San Juan navegava pelo Golfo São Jorge, a 450 quilômetros da costa argentina.

13 dias de buscas intensas

ARA San Juan é procurado intensamente há 13 dias em uma operação que conta com a participação de 14 países. O submarino zarpou em 11 de novembro de Ushuaia para retornar à sua base em Mar del Plata.

"Infelizmente ainda não temos a localização ou detecção do submarino San Juan", informou na segunda-feira (27) o porta-voz da Armada, Enrique Balbi.

De acordo com os especialistas, após 14 dias no fundo do mar não há mais possibilidades de que haja sobreviventes na embarcação. A Armada acredita que os marinheiros possam estar "em condições de sobrevivência extrema".

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