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Américas

Ex-procuradora pede que Maduro seja investigado por tribunal internacional

media Luisa Ortega, ex-procuradora-geral da Venezuela, em 6 de agosto, em Caracas. REUTERS/Ueslei Marcelino/File Photo

A ex-procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega, solicitou nesta quinta-feira (16) que o Tribunal Penal Internacional (TPI) inicie uma investigação sobre os “abusos e torturas” cometidos pelo governo venezuelano.

O presidente "Nicolás Maduro e governo devem pagar por isso, por esses crimes contra a humanidade", disse a ex-procuradora depois de depositar um dossiê com cerca de mil evidências na sede do TPI em Haia.

Ortega, de 59 anos, deixou clandestinamente a Venezuela no final de agosto, alegando ser vítima de perseguição política. Ela se encontra atualmente sob a proteção do governo colombiano, que lhe ofereceu asilo. Em frente à sede do TPI, a ex-procuradora insistiu que Maduro e seu governo "devem pagar pela fome, a miséria e dificuldades sofridas pelo povo da Venezuela".

Ortega denunciou que a polícia e os militares venezuelanos mataram cerca de 1.700 pessoas em 2015. No ano passado, foram registradas 4.677 mortes e nos primeiros seis meses de 2017, outras 1.846. Seu dossiê inclui testemunhas oculares, bem como entrevistas com especialistas e médicos, detalhando alegados "crimes, assassinatos, torturas, encarceramento e ataques sistemáticos e generalizados contra a população civil".

Para “restaurar a ordem democrática”

A jurista indicou que começou a coletar informações sobre esses crimes quando esteve à frente da Procuradoria-Geral em 2015. Ela denuncia ainda o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, o da Justiça, Néstor Reverol, o diretor do Sebin, Gustavo Gonzales Lopez, entre outros responsáveis do governo.

"Vimos a necessidade de recorrer a esta instância internacional, porque na Venezuela não há justiça", declarou a ex-procuradora. Desde que fugiu para a Colômbia, a jurista visitou diferentes países da região para apresentar evidências dos abusos cometidos pelo governo Maduro e buscar apoio para “restaurar a ordem democrática” em seu país.

A Venezuela atravessa uma profunda crise econômica, política e humanitária que levou a manifestações que deixaram 125 mortos entre abril e julho. Os Estados Unidos e a União Europeia (UE) impuseram sanções ao país.

A Caracas ratificou o Estatuto de Roma que deu origem ao TPI e, em teoria, a procuradora-geral da organização, Fatou Bensouda, tem jurisdição para investigar as denúncias de crimes contra a humanidade nesse país.

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