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Américas

Mais de 4 milhões de jovens vivem sem-teto nos EUA

media Negros e hispânicos são os que mais sofrem com a falta de moradia nos Estados Unidos. FREDERIC J. BROWN / AFP

Cerca de 4,2 milhões de crianças e jovens adultos são considerados sem-teto nos Estados Unidos. Os dados fazem parte do mais abrangente estudo sobre o assunto, divulgado pela Universidade de Chicago, nesta quarta-feira (15).

O levantamento oferece uma visão sem precedentes sobre o alcance e a urgência da precariedade dos jovens nos Estados Unidos. O país tem atualmente cerca de 700 mil adolescentes (entre 13 e 17 anos) sem-teto e 3,5 milhões de jovens de 18 a 25 anos. Nas regiões rurais, 9,2% dos jovens adultos relataram falta de moradia. Já nas áreas urbanas, esse número é de 9,6%.

Os pesquisadores aplicaram uma ampla definição do termo “sem-teto”, incluindo pessoas que vivem na rua, em abrigos, ou que ficam temporariamente na casa de terceiros por falta de moradia. "Nosso estudo mostra pela primeira vez à nossa nação uma visão mais profunda sobre essas pessoas", disse Matthew Morton, um dos responsáveis pela pesquisa.

Reflexo da exclusão

Os negros e os hispânicos são os mais atingidos, além da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros). A proposta do estudo é ajudar as autoridades a entender o problema.

Muitos jovens relataram estar sem-teto pela primeira vez, o que significa que uma ação rápida é essencial. "Intervir e construir a estabilidade durante a adolescência e a idade adulta para as pessoas de maior risco terá efeitos ao longo da vida. Podemos procurar as oportunidades perdidas nas escolas, nas comunidades e nos serviços públicos para prevenir o problema”, disse Bryan Samuels, da Universidade de Chicago.

À espera de ações governamentais

O relatório vem em um momento crítico. Durante décadas, a falta de dados confiáveis ​​sobre o tamanho dessa população e as características dos jovens que vivem sem abrigo criaram barreiras na criação de medida eficazes.

O documento, enviado ao Congresso americano, recomenda que o governo financie moradias, serviços e esforços de prevenção para essa parte da população. Os pesquisadores sugerem também a criação de estratégias para enfrentar o problema entre subpopulações específicas, como é o caso das grávidas, LGBT, afro-americanos e hispânicos, e jovens com baixo nível de escolaridade.

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