Ouvir Baixar Podcast
  • 08h57 - 09h00 GMT
    Flash de notícias 21/11 08h57 GMT
  • 08h36 - 08h57 GMT
    Programa 21/11 08h36 GMT
  • 08h30 - 08h36 GMT
    Jornal 21/11 08h30 GMT
  • 14h27 - 14h30 GMT
    Flash de notícias 20/11 14h27 GMT
  • 14h06 - 14h27 GMT
    Programa 20/11 14h06 GMT
  • 14h00 - 14h06 GMT
    Jornal 20/11 14h00 GMT
  • 08h33 - 08h57 GMT
    Programa 19/11 08h33 GMT
  • 08h30 - 08h33 GMT
    Jornal 19/11 08h30 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.

Agência Standards & Poor's anuncia calote parcial da Venezuela

Por
Agência Standards & Poor's anuncia calote parcial da Venezuela
 
A produção da petrolífera venezuelana PDVSA caiu a seu nível mais baixo em três décadas REUTERS/Marco Bello

A agência Standards & Poor's anunciou hoje o calote parcial da Venezuela. A dívida externa do país está estimada em US$ 150 bilhões e o país dispõe de apenas US$ 9, 7 bilhões de reservas. O anúncio foi feito poucas horas depois da reunião entre os credores e o governo. A ameaça pairava há algumas semanas sobre o país.

Eduardo Graça, correspondente da RFI em Nova York

O risco para a Venezuela, que já foi o mais rico da América Latina, é o de ser afastado do mercado financeiro, assim como as ações de seu grupo petrolífero PDVSA. A Venezuela também pode ter seus ativos e filiais no exterior confiscados.

Ontem o governo começou o processo de renegociação da dívida, enfrentando um mercado nada interessado em dar fôlego para os bolivarianos. Não houve qualquer avanço digno de nota e não se sabe qual a nova estratégia do governo Maduro para evitar o colapso total.

Aliás, há uma situação especialmente delicada nas conversas com o mercado que deixa analistas ainda mais desconfiados das verdadeiras intenções de Caracas na mesa de negociações, a indicação do vice-presidente Tareck El Aissami para liderar as conversas. Os EUA, desde o início do ano, incluíram o vice em sua lista negra e ele está impedido, portanto, de tratar com qualquer instituição financeira americana, tornando sua tarefa praticamente impossível.

Novas sanções da UE

A situação da Venezuela se complicou ainda mais com o anúncio de que a União Europeia passa a adotar, a partir desta terça-feira (14), uma série de medidas restritivas contra o país sul-americano, entre elas a proibição de venda de armas para Caracas.

O puxão de orelha dos países europeus foi um golpe simbólico duríssimo para Maduro, que já sofre com sanções dos EUA e do Canadá. A justificativa de Bruxelas para a proibição de venda de armas para Caracas é a de que o governo está usando armamento pesado contra a oposição e grupos que protestam contra a implantação de uma Assembleia Constituinte vista como poder legislativo rival ao Congresso, dominado por forças anti-bolivarianas.

Os países da União Europeia pediram eleições gerais no ano que vem, inclusive para a presidência, tema central do encontro amanhã na República Dominicana. O governo Maduro respondeu dizendo que as medidas anunciadas pelos europeus são ilegais, absurdas e não terão efeito prático algum. Mas os representantes do governo venezuelano chegarão fragilizados à mesa de negociação amanhã por conta das notícias catastróficas da economia do país.

O objetivo, de acordo com os chanceleres europeus, é pressionar o governo de Nicolás Maduro, que tenta renegociar a dívida externa do país, a fortalecer a democracia e o respeito às leis. Na linha do que os EUA já fizeram, Bruxelas avisou que os próximos passos serão a retenção de bens e a cassação de vistos para autoridades venezuelanas.

Washington foi além e, desde a semana passada, proibiu cidadãos e empresas americanas de negociarem títulos da dívida emitidos por Caracas e por sua estatal petroleira, a PDVSA.

Queda do petróleo

Na reunião de ontem do poderoso Conselho de Segurança da ONU, a queda do preço do petróleo nas últimas três décadas foi um dos temas de destaque. Aliados de Maduro, a Rússia e a China boicotaram as discussões, esvaziando, na prática, a iniciativa dos EUA e dos países europeus, e dando algum fôlego aos bolivarianos.

No momento em que se debatia a situação da Venezuela na ONU, e se pintava um cenário de terra arrasada, com inflação anual se aproximando dos quatro dígitos, a escalada do aumento da pobreza, a falência dos serviços públicos e a falta de alimentos e remédios em supermercados e farmácias por todo o país, o embaixador do país na ONU, Rafael Ramírez, convocou uma coletiva de imprensa. Nela ele denunciou a reunião do Conselho de Segurança como um ato hostil de Washington e uma clara violação da soberania venezuelana.

Ontem, duas reuniões, em Caracas e na sede da ONU, trataram da situação precária do regime bolivariano. As negociações entre governo e oposição continuam amanhã na República Dominicana. Até o começo do dia de hoje, por exemplo, delegados da oposição sequer haviam confirmado que compareceriam ao encontro de mediação com os bolivarianos no Caribe.

 

 

Sobre o mesmo assunto

  • UE/Venezuela

    UE adota sanções contra Venezuela entre rumores de calote

    Saiba mais

  • Venezuela excluirá partidos e fechará veículos de imprensa que "incitem ao ódio"

    Saiba mais

  • Venezuela

    Venezuela quer renegociar dívida externa; FMI reclama de falta de dados

    Saiba mais

  • Assembleia Constituinte convoca eleições para prefeito na Venezuela

    Saiba mais

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. ...
  5. seguinte >
  6. último >
Programas
 
O tempo de conexão expirou.