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Américas

Subnutrição e obesidade voltam a crescer na América Latina

media Fome e obesidade voltam a crescer na América Latina. FAO

O número de pessoas que passam fome e de pessoas que sofrem de obesidade na América Latina aumentou em 2016, depois de uma década registrando avanços. Os dados alarmantes, e aparentemente paradoxais, são da agência das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e fazem parte do relatório "Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional na América Latina e no Caribe”, divulgado terça-feira (10), em Santiago, no Chile.

Cerca de 42,5 milhões de latino-americanos (6,6% da população total) não tiveram acesso à quantidade suficiente de alimentos para atender às suas necessidades calóricas básicas, um aumento de 2,4 milhões de pessoas, 6% a mais que em 2015. Já a obesidade, comumente associada ao consumo de alimentos não saudáveis, está "descontrolada" e se tornou um problema de saúde pública. O número de mortes por doenças associadas à obesidade ultrapassa o de mortes pelo narcotráfico e pela criminalidade, assinala o relatório da FAO.
 

A América do Sul, que engloba países como o Brasil, Argentina e Chile, é uma das regiões mais ricas na produção de alimentos. Mesmo assim, de acordo com os dados divulgados, sofreu o maior aumento de subnutrição, com um crescimento da fome de 5% para 5,6%. A fome no Caribe, onde estão países como Cuba, Haiti e República Dominicana, permanece estável, mas a sub-região ainda detém o maior índice de vítimas da subnutrição, 17,7% de sua população.

O aumento da fome na América Latina “está relacionado principalmente com a desaceleração econômica, as taxas crescentes de desemprego, a diminuição do salário mínimo e a deterioração das redes de proteção social", afirmou o diretor-geral da FAO, José Graziano, à Agência France Presse. "Estamos em um mau caminho. A região deu um passo atrás importante em uma luta que vinha ganhando", reforçou o representante regional da FAO, Julio Berdegué.

Ranking da fome

No Haiti, 47% em média de sua população passam fome, o equivalente a cerca de 5 milhões de pessoas. A Venezuela – que vive uma profunda crise política e econômica - foi o país que registrou o maior aumento no número de subnutridos, passando de 2,8 milhões de pessoas em 2015 para 4,1 milhões em 2016, com uma prevalência de 13% de sua população.

A Argentina e o Peru registraram um aumento de 100 mil pessoas que passam fome, enquanto Bolívia, Chile, Equador e Paraguai mantiveram seus números estáveis. A Colômbia reduziu a quantidade de pessoas subnutridas de 3,7 milhões para 3,4 milhões no mesmo período.

Brasil, Cuba e Uruguai apresentam uma proporção de pessoas subnutridas inferior a 2,5%.

Com esses dados, assinala a FAO, é muito difícil que a América Latina alcance as metas relacionadas ao almejado desenvolvimento sustentável, que é acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e a melhora da nutrição e promover a agricultura sustentável até o ano 2030.

Obesidade em alta

Em 24 dos 33 países latino-americanos, a obesidade em adultos situou-se acima dos 20% de sua população, aponta o relatório "Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional na América Latina e no Caribe”.

O Chile, com 30% da sua população adulta obesa, tem uma das taxas mais altas da região, afetando especialmente as mulheres (32,8%), que lideram o índice de obesidade na América do Sul, enquanto as crianças registram uma taxa de sobrepeso de 9,3%, acima da média da América Latina (7% da população de crianças menores de cinco anos).

Na América do Sul, 7,4% das crianças menores de cinco anos sofrem de sobrepeso e obesidade, assim como 6% das crianças da América Central e 6,9% das do Caribe. Nesse sentido, a FAO chamou os governos da região a estabelecerem políticas públicas para favorecer o consumo de alimentos saudáveis, que em geral possuem preços mais altos que os mais calóricos. (Com informações da AFP)

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