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Américas

Pesquisa mostra que um terço dos latino-americanos paga suborno

media Manifestação contra a corrupção no Rio de Janeiro REUTERS/Ricardo Moraes

O estudo publicado pela ONG Transparência Internacional nesta segunda-feira (9) revela que os pagamentos ilícitos foram feitos para possibilitar o acesso a serviços públicos como Saúde e Justiça e envolve pessoas de gênero, idade e classes sociais diferentes.

A pesquisa foi feita com mais de 22 mil pessoas de 20 países da América Latina e do Caribe. O documento mostra que apenas 11% dos brasileiros confirmam ter pago propina, embora 78% afirmem sentir o aumento do nível de corrupção no Brasil.

No geral, o relatório revela uma grande desconfiança dos cidadãos em relação à polícia e aos políticos. Ele mostra que o impacto das práticas corruptas é visível e acaba se “alastrando”, por necessidade, para o resto da população. Nos 20 países, 29% dos cidadãos que usaram serviços públicos pagaram algum tipo de propina nos 12 meses anteriores.

"O suborno representa um modo de enriquecimento para poucos e um grande obstáculo para se ter acesso a serviços públicos fundamentais, em especial para os setores mais vulneráveis da sociedade", disse o presidente da Transparência Internacional, José Ugaz, citado em um comunicado.

Cidadãos podem ter papel positivo na luta contra a corrupção

"Latino-americanos e caribenhos estão sendo espoliados por seus governos, sua classe política e pelos líderes do setor privado", disse Ugaz, destacando que o escândalo da "Lava Jato" no Brasil "demonstra que a corrupção está amplamente disseminada" na região.

Segundo o relatório, apesar das recentes manifestações anticorrupção no Brasil, na Guatemala e na Venezuela, quase dois terços (62%) dos entrevistados afirmaram que a corrupção aumentou.

Os mais corruptos são os policiais e políticos, segundo 47% dos entrevistados. Em meio a isso, uma grande maioria (70%) acredita que os cidadãos possam ter um papel positivo na luta contra a corrupção, especialmente no Brasil (83%).

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