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Américas

Diplomatas americanos deixam Cuba depois de misteriosos "ataques"

media Embaixada dos EUA em Cuba: diplomatas vítimas de ataques inexplicáveis. AFP PHOTO/YAMIL LAGE

Os Estados Unidos chamaram de volta mais da metade do seu corpo diplomático baseado em Havana, nesta sexta-feira (29). Segundo o departamento de Estado norte-americano, a medida foi provocada pelos misteriosos "ataques” sofridos por seu pessoal em Cuba.

Desde 2016 mais de vinte diplomatas norte-americanos baseados em Cuba têm sofrido diversos e misteriosos problemas de saúde, como dores de cabeça, vertigens, perda da audição e edemas cerebrais, sem que nenhuma explicação seja encontrada.

Alguns dos diplomatas atingidos foram levados a Miami para receber tratamento hospitalar, enquanto outros foram visitados por médicos americanos que viajaram a Havana.

Baseado no testemunho de uma das vítimas, que teria ouvido um forte som em seu quarto de hotel antes de começar a passar mal, o FBI considerou a hipótese de uma arma sônica sendo usada contra os diplomatas. Mas o diagnóstico de edemas cerebrais contradiz a hipótese, uma vez que armas sônicas dificilmente poderiam ter provocado um tal dano.

Tensão entre EUA e Cuba

O departamento de Estado, que qualificou os ataques de "sem precedentes", advertiu o governo cubano de que é responsável pela segurança dos diplomatas que trabalham na ilha, embora não tenha especificado quem está por trás dos ataques.

O Canadá também informou que um dos de seus diplomatas em Cuba sofreu perda auditiva e disse estar trabalhando "ativamente" para averiguar o ocorrido. Enquanto isso, o governo de Raúl Castro negou categoricamente ter maltratado qualquer diplomata, afirmando que está investigando os "incidentes" relatados desde fevereiro.

Estados Unidos e Cuba retomaram suas relações diplomáticas em 2015 após meio século de ruptura, mas a aproximação sofreu um retrocesso com a chegada de Donald Trump à Casa Branca, partidário de uma linha mais dura com o governo da ilha.

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