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Américas

Sobe para 61 o número de mortos em terremoto no México

media Terremoto atingiu regiões mais carentes do México. REUTERS/Carlos Jasso

Com 8.4 graus na escala Richter, o epicentro do sismo foi no estado de Chiapas, ao sul do país. Até este momento, 61 mortes foram confirmadas pelas autoridades e 200 pessoas ficaram feridas.

Por Gustavo Poloni, da Cidade do México.

O forte terremoto de 8.4 graus na escala Richter atingiu o México no final da noite desta quinta-feira (7) e deixou um rastro de destruição e morte. Por volta das 11h30 da noite soou o sistema de alarme que toca em todo o país quando existe uma ameaça de terremoto. A princípio, os habitantes não levaram o aviso a sério porque na véspera havia ocorrido um alarme falso. Com o aumento da intensidade, no entanto, muitos moradores deixaram as suas casas para buscar um lugar seguro.

Durante mais de um minuto o tremor balançou o país, causando pânico entre moradores e fazendo com que postes de luz, lustres, cortinas, roupas e até monumentos históricos, como o Anjo da Independência, balançassem de um lado para o outro. Cerca de dois milhões de pessoas ficaram sem luz logo após o início do tremor, sendo que na maioria das regiões atingidas a eletricidade já foi reestabelecida.

Regiões mais pobres, a mais atingidas

Chiapas, Oaxaca e Tabasco foram os estados mais atingidos, onde muitos prédios e casas ficaram destruídos. Na capital do país, rachaduras foram abertas nas ruas e em alguns edifícios. Escolas e universidades suspenderam as aulas nesta sexta-feira (8) para revisar as estruturas das salas de aula. Um alarme de tsunami foi emitido nos estados localizados na costa oeste, onde foram registradas ondas de dois metros de altura.

O terremoto desta quinta-feira é considerado o mais forte no país nos últimos 100 anos. Ele fica à frente do registrado em 1985, que completa 32 anos no dia 19 de setembro, deixando mais de 10 mil pessoas mortos em todo o país e derrubando inúmeros prédios na capital mexicana. 

Algumas diferenças importantes fazem com que o sismo desta quinta-feira não tenha sido tão letal. A começar pelo tipo de terremoto: o desta quinta-feira foi o que especialistas chamam de oscilatório, ou seja, a terra balança de um lado para o outro. O de 1985 foi trepidatório, o que significa que a terra balança de cima para baixo e, portanto, é mais perigoso e mais letal.

Outro fator que faz com que os danos tenham sido minimizados é o tipo de construção dos edifícios no México, que hoje são feitos com modernas tecnologias antissísmicas. E, por fim, o epicentro do terremoto foi num estado no sul do país, Chiapas, localizado a mil quilômetros de distância da capital mexicana e distante das áreas mais populosas do país.

Solidariedade nacional

Enquanto contabilizam os muitos danos causados pelo terremoto, as autoridades públicas do país pedem que os mexicanos enviem alimentos, comidas e produtos de higiene e limpeza para as áreas mais atingidas por mais essa tragédia.

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