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Fragilizado, Trump cede e aumenta presença militar no Afeganistão

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Fragilizado, Trump cede e aumenta presença militar no Afeganistão
 
Militares norte-americanos assistem o presidente Donald Trump apresentar sua nova estratégia para o Afeganistão no Fort Meyer, Virgínia, em 21 de agosto de 2017. REUTERS/Joshua Roberts

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump anunciou, no fim da noite desta segunda-feira (21), em discurso realizado em uma base militar na Virgínia e transmitido ao vivo pelas tevês norte-americanas, uma nova estratégia militar para os EUA no Afeganistão, sem especificar, no entanto, número exato para o incremento de tropas ianques no país asiático.

A presença militar norte-americana no Afeganistão já dura 16 anos, naquele que é o mais longo conflito jamais enfrentado pelos EUA. Curiosamente, Trump, até ser candidato a presidente, era um ferrenho defensor da retirada de tropas americanas do país. Hoje há 8.400 soldados norte-americanos estacionados no Afeganistão e o Pentágono vem alertando desde janeiro para a dificuldade cada vez maior de se conter o avanço do Estado Islâmico e do Talibã na região, pressionando por mais combatentes.

O anúncio da nova estratégia militar aconteceu em um típico discurso de Donald Trump. Se alguém esperava números, e fontes de Washington falavam em 4 mil soldados a serem enviados para a região nos próximos dias, diretrizes claras ou uma previsão de quando a guerra deve terminar, ficou a ver navios.

Trump foi vago ao anunciar apenas que irá ampliar a presença norte-americana no Afeganistão, cedendo à pressão dos militares em um momento em que o presidente está extremamente fraco politicamente. Ele buscou ser assertivo ao afirmar que seus objetivos imediatos como comandante das Forças Armadas mais poderosas do planeta são os de destruir o Estado Islâmico e de impedir que o Talibã recupere o poder no Afeganistão.

E também lembrou o terror em Barcelona para explicar que seu objetivo é impedir atentados contra norte-americanos antes mesmos de eles acontecerem. Mas, também, bem ao seu estilo, apontou sua metralhadora giratória, aparentemente sem pensar com mais profundidade nas consequências, para aliados importantes na região, estocando, de uma só vez, Cabul, Islamabad e Nova Déli.

Críticas de Trump e sua metralhadora giratória

Ao governo do Afeganistão, Donald Trump mandou o recado bem direto de que a presença norte-americana não é um cheque em branco ao país. Ele disse querer ver as elites de fato engajadas na reconstrução do país. A Índia recebeu uma crítica que Trump costuma dirigir à Comunidade Europeia: a de que o país, a quem chamou de “maior democracia do mundo”, precisa colaborar mais com a OTAN no Afeganistão, enviando tropas e marcando uma presença militar maior no país vizinho.

Mas a relação mais complicada, a com o Paquistão, deve se deteriorar mais depois do discurso do republicano. Trump disse querer dar um basta no financiamento do terrorismo feito por Islamabad. Desde a invasão do Afeganistão pelos EUA, em 2001, o vizinho Paquistão recebeu ajuda financeira de Washington estimada em pelo menos US$ 10 bilhões.

E se anteriormente os governos Bush e Obama já haviam criticado a ação dúbia dos paquistaneses, desta vez o tom, pela primeira vez, vindo do governo norte-americano, foi de ultimato. A reação dos paquistaneses pode modificar sensivelmente o balanço geopolítico da região.

Discurso populista

Pouco antes do discurso de Donald Trump, a rede NBC divulgou nova pesquisa em que a aprovação de Trump está abaixo dos 30%. Não por acaso, Trump tratou dos eventos recentes em Charlotesville, no mesmo estado da Virgínia em que discursou, buscando tentar se livrar da pecha de ter sido condescendente com ultradireitistas em uma série de conflitos que culminaram com a morte de uma manifestante contra a intolerância racial.

Trump usou os holofotes para dizer que o verdadeiro patriotismo não tolera o fanatismo e o ódio. Também disse que quem luta no Afeganistão não pode retornar para um país em guerra, pregando a união nacional. Se o discurso foi vago, Trump não deixou de alfinetar as administrações anteriores, especialmente a do democrata Barack Obama, que foi eleito com a promessa, jamais cumprida, de encerrar o conflito no Afeganistão.

Estima-se que os EUA tenham gasto US$ 1 trilhão no Afeganistão em um conflito que já teria custado mais de 150 mil vidas, entre elas 2.386 soldados americanos. O discurso de Trump buscou ao mesmo tempo agradar os conservadores, interessados, em sua maioria, em incrementar o conflito contra o terror em áreas distantes dos EUA, e em apaziguar os eleitores independentes, irritados com o que consideram ser o pouco caso dado por Trump às demonstrações racistas em Charlotesville. O presidente vai hoje para o Arizona e manifestantes prometem protestos significativos em Phoenix, com críticas à guinada à direita da administração e à política linha-dura de imigração da Casa Branca.


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