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Américas

Após 99 anos, eclipse solar nos EUA é “bênção” para pesquisadores

media Cidadãos norte-americanos posicionaram diversos telescópios para apreciarem o fenômeno nesta segunda-feira, 21 de agosto de 2017. REUTERS/Jason Redmond

Mexendo com a paixão dos astrônomos amadores, as esperanças dos cientistas e os preços dos hotéis, os Estados Unidos vivem seu primeiro eclipse solar total em quase um século. A sombra gigantesca será projetada sobre milhões de habitantes de costa a costa do país nesta segunda-feira (21).

Batizado de "o grande eclipse norte-americano", o evento está provocando todo tipo de celebrações, incluindo casamentos programados para coincidir com o grande momento e uma apresentação ao vivo do hit musical dos anos 1980, "Total Eclipse of the Heart", interpretada pela cantora britânica Bonnie Tyler.

Expedições em canoas, festas em terraços e jogos de beisebol também estão agendados para marcar o fenômeno, em meio a uma eclipsemania que vem acompanhada de um aumento nas vendas de óculos falsos para olhar para o Sol. Tanta expectativa entusiasma o mundo científico, que poderia ganhar pontos ante os céticos em um país onde temas como as mudanças climáticas geram profundas divisões políticas.

"Uma grande parte da população poderá ver o eclipse facilmente", declarou o astrônomo James Webb, da universidade internacional da Flórida. "Muitas pessoas hoje em dia negam a ciência, de modo que esta é uma oportunidade de mostrar que realmente conhecemos o sistema solar", ressaltou. O eclipse total, que acontece quando a Lua bloqueia completamente a luz do Sol, será visível ao longo de uma trajetória de 113 km de largura que passará por 14 dos 50 estados do país.

Descobertas para cientistas

Entrevistada pela RFI, a astrofísica Miho Janvier disse que o eclipse solar desta segunda-feira traz uma riqueza especial para os cientistas. “Vamos poder observar como a atmosfera do sol vai se estruturar sob a influência deste campo magnético onipresente, e também como se estruturam as protuberâncias da crosta solar”, afirmou.

"A raridade deste eclipse também repousa na necessidade de termos massa terrestre para poder observá-lo, lembrando que a Terra é recoberta de água em 70% de sua superfície. Vamos poder dissecar a coroa solar com mais detalhes", explicou Janvier. "Não sabíamos que o sol possuía atmosfera. É um fenômeno estranho, porque fica na borda e, normalmente, quanto mais nos afastasmos do centro do Sol, mais a temperatura esfria. Durante este eclipse poderemos testar novas tecnologias que nos permitirão entender a composição desta atmosfera", completou a astrofísica francesa.

Um eclipse parcial começará na costa noroeste dos Estados Unidos pouco depois das 13h de Brasília nesta segunda-feira, e se tornará total ao passar pela costa de Oregon, no Oceano Pacífico, por volta de 14h16 (horário de Brasília). Depois, seguirá um trajeto diagonal, e terminará às 15h48 (horário de Brasília) na Carolina do Sul, na costa Atlântica, no sudeste do país.

Brasil poderá apreciar o eclipse, se clima permitir

Apesar de que o fenômeno completo só será visível ao longo dessa trajetória, um eclipse parcial se estenderá muito além e poderá ser visto desde a província canadense de Alberta, ao norte, até o Brasil, ao sul, se as condições meteorológicas permitirem. França e Reino Unido poderão observar uma pequena fenda durante o entardecer.

A última vez que um eclipse total ocorreu nos Estados Unidos de costa a costa foi em 8 de junho de 1918, do estado de Washington até a Flórida. Os especialistas advertem para os riscos à visão de se olhar diretamente para o eclipse - inclusive com óculos de sol -, e por isso recomendam aos amadores se equiparem com óculos especiais.

"Provavelmente cerca de 100 milhões de pessoas vão observá-lo, mas os riscos de olhar para o Sol são reais e sérios", apontou Vincent Jerome Giovinazzo, diretor de oftalmologia do hospital da Staten Island University. "As sequelas podem ser permanentes", finalizou.

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