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Américas

Bannon, conselheiro de Trump apontado como racista, deixa a Casa Branca

media Steve Bannon deixou o seu cargo na Casa Branca REUTERS/Joshua Roberts

Steve Bannon, o polêmico assessor estratégico do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou o seu cargo na Casa Branca, anunciou nesta sexta-feira (18) uma fonte oficial, acabando com inúmeras especulações sobre a sua partida.

"Agradecemos por seus serviços e o desejamos o melhor", disse a porta-voz do Executivo, Sarah Huckabee Sanders.

Bannon, de 63 anos, ex-chefe do ultraconservador site Breitbart News, foi assinalado como um supremacista branco e sua presença na Casa Branca gerou polêmicas desde o início.

Segundo relatos da imprensa, nas últimas semanas o assessor teria provocado a ira do presidente ao propiciar diversos vazamentos aos meios de comunicação para prejudicar grupos rivais dentro da Casa Branca.

Nomeado diretor-geral da campanha presidencial de Trump em agosto de 2016, Bannon orientou fortemente a mensagem do candidato republicano.

A saída do conselheiro ocorre em meio a severos questionamentos a Trump, tanto de democratas como de republicanos, por culpar igualmente supremacistas brancos e antirracistas pela violência em Charlottesville, no fim de semana passado, que deixou uma mulher morta.

Mãe da vítima de Charlottesville não quer falar com Trump

Susan Bro, que perdeu a filha quando um simpatizante neonazista a atropelou com seu carro durante a manifestação em Charlottesvile, afirmou nesta sexta-feira que não falará com Trump, segundo entrevista dada à ABC.

Bro contou que a Casa Branca fez várias tentativas esta semana de contatá-la. A primeira ligação aconteceu durante o funeral de Heather Heyer, 32 anos, que participava na manifestação antirracismo para protestar contra os supremacistas brancos.

"Estava em casa me recuperando do cansaço do funeral e pensei: bom, depois me preocupo com ele", recordou. Mas, em seguida, mudou de opinião ao ver as controvertidas declarações de Trump.

"Não vou falar com o presidente. Sinto muito. Não depois do que disse sobre minha menina", explicou.

Durante uma coletiva na terça, Trump disse que havia ouvido falar que Heyer era uma jovem fantástica e que sua mãe havia dito coisas lindas sobre ela.

Acusou o motorista de cometer "uma coisa horrível e indesculpável". Mas, depois, acabou recebendo críticas por falar que os dois grupos eram responsáveis pela violência registrada em Charlottesville.

"Vi um trecho do vídeo de sua coletiva de imprensa onde equiparou os manifestantes como Heyer com a Ku Klux Klan e os supremacistas brancos. Não pode limpar isso e esperar que esqueçamos apertando minha mão e dizendo 'sinto muito'", declarou Bro.

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