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Legalização da maconha no Uruguai gera oportunidades para brasileiros

Legalização da maconha no Uruguai gera oportunidades para brasileiros
 
O Uruguai regulamentou a produção e o consumo de maconha no país em 2013. Foto: José Raulino

A legalização da maconha no Uruguai tem mudado a vida de alguns brasileiros. Em geral, são pessoas que resolveram empreender no ramo ou que buscam tratamento médico dos derivados da planta. Brasileiros que vivem no país e turistas também sentem as mudanças na política de drogas do país vizinho.

Vanessa da Rocha, de Montevidéu, para a RFI Brasil

O governo uruguaio regulamentou o consumo, a produção e a distribuição da maconha em 2013, quando os uruguaios receberam permissão para cultivar a planta em casa ou em clubes canábicos.

Quatro anos depois, em julho deste ano, a última fase do processo de liberação entrou em vigor com a venda do produto nas farmácias. Até então, 11.900 uruguaios se cadastraram para comprar os pacotes da erva produzida sob a tutela do governo com limite de consumo de 40 gramas por mês. O papel para preparar o cigarro e outros acessórios são vendidos em diversas lojas que se multiplicaram pelo país, depois da legalização.

Bem antes da aprovação, empreendedores brasileiros já estavam atentos ao potencial da maconha nos negócios. No caso do paulista, Alexandre Perroud, de 48 anos, os empreendimentos no ramo canábico começaram em 1994.

O fundador da loja Ultra 420 observa que a legalização  no Uruguai gerou interesse em novos empreendedores do Brasil, “esse foi o legado do Uruguai, pessoas se sentindo seguras para entrar nesse mercado. As pessoas começaram a querer abrir headshops, growshops… e isso aí vem crescendo muito, muito, muito. Nunca ouve no mundo e no Brasil um momento tão propício para os negócios canábicos”.

Segundo o último relatório da ONU, 180 milhões de pessoas consumiram maconha no ano de 2015. Uma estimativa da empresa americana New Frontier, especializada em pesquisas no tema, indica que a maconha movimenta mais de 5 bilhões de dólares nos países onde o produto é legalizado.

O gaúcho Henrique Reichert, de 30 anos, se mudou para o Uruguai em 2014 e teve a vida modificada por causa do interesse do mercado no ramo. No ano passado, ele decidiu criar um canal no You Tube chamado "Eu, a maconha e uma Camera”.

A ideia não era comercial, era apenas recreativa, mas meses depois já tinha patrocínio de empresas, “decidi fazer o canal e falar sobre a lei de maconha do Uruguai principalmente para brasileiros. E gerou muita mídia, muita divulgação no Brasil. Fez com que marcas entrassem em contato, pessoas interessadas em investir e a  fazer coisas no Uruguai relacionadas a isso e desde dezembro eu me dedico exclusivamente ao projeto”.

O gaúcho Henrique Reichert criou um canal no Youtube para falar da legalização da maconha no Uruguai. Foto: Henrique

Uso medicinal

Já os brasileiros que dependem da maconha para o uso medicinal estão fora dessa agitada rota comercial. Quando ocorreu a legalização no Uruguai, as famílias que precisam do medicamento no Brasil criaram expectativa de agilidade na liberação do Canabidiol, o derivado da planta com propriedades médicas, mas isso não ocorreu.

Para o paulista João Paulo Costa, de 33 anos, que usa a maconha para o tratamento da epilepsia, não há dúvidas da eficiência do produto no tratamento. “Eu dormia num quarto blindado de som e de luz, dormia com fone no ouvido também porque ninguém podia me acordar que eu convulsionava. Hoje consumindo cannabis eu consigo ter uma vida normal”.

Logo que a droga foi liberada no país vizinho, muito se debateu se o Brasil seguiria o exemplo. A questão naturalmente envolve uma discussão maior dada as caracteristicas de cada um dos dois países, mas de qualquer forma, tem sido observada com atenção no mundo todo.

Denise Tamer, de 31 anos, é gaúcha e mora em Montevidéo há um ano e meio. Ela avalia que a iniciativa uruguaia pode alimentar reflexões aos brasileiros. “A segurança aqui funciona”. Para ela, alguns pontos podem servir de inspiração, “o Uruguai é um país muito evoluído na questão do respeito das diferenças das pessoas, então eu acredito que o Brasil tem muito a aprender em relação a isso, respeitar o outro”, conclui.


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