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Américas

Militares transgênero dos EUA entram com ação na justiça contra Trump

media Protestos em Times Square, em Nova York, contra proibição de pessoas transgênero nas Forças Armadas, em 27 de julho de 2017 REUTERS/Carlo Allegri

Cinco mulheres transgênero empregadas pelo exército dos Estados Unidos entraram com uma ação contra Donald Trump e o Pentágono, após  o presidente anunciar que pessoas transgênero não poderão mais trabalhar nas Forças Armadas.

Diante de um tribunal federal, nesta quarta-feira (9), as cinco mulheres, pertencentes à aeronáutica, guarda-costeira e exército, abordaram a incerteza sobre o seu futuro, inclusive se serão demitidas ou perder seus direitos pós-militares como, por exemplo, a aposentadoria. Um porta-voz do Pentágono, questionado por um jornalista, alegou que não podia comentar o caso.

Em julho deste ano, Donald Trump, em três tuítes, deu marcharré na medida favorável aos transgêneros, sancionada pelo ex-presidente Barack Obama um ano antes: "Após consultar meus generais e peritos militares, saibam que o governo dos Estados Unidos não aceitará mais ou não permitirá às pessoas transgênero de servir em nenhuma área do exército americano", tuitou.

O anúncio foi feito sem coordenação com o Pentágono e durante as férias do ministro da Defesa, Jim Mattis.

A ação judicial das cinco militares transgênero visam Donald Trump, Jim Mattis [ministro da Defesa], além de outros altos responsáveis militares. A queixa foi apresentada pelo Centro nacional pelos direitos das lésbicas (NCLR) e pela Aliança gay e lésbica contra a difamação (GLAAD). Nenhum das militares foi identificada.

"A diretriz de Trump exclui as pessoas transgênero do serviço no exército, provocando uma onda enorme de estragos que já são ressentidos no nosso exército", declarou Shannon Minter, diretora do departamento jurídico do NCLR. "Os militares transgênero foram pegos de surpresa por esta decisão repentina e têm dificuldade em compreender o que isto significa para seu futuro e para suas famílias", explicou.

Segundo a queixa, a proibição contraria a Constituição. As estimativas indicam que entre 1.320 e 15.000 pessoas transgênero servem nas Forças Armadas americanas, sobre 1,3 milhão de militares ativos.

Desde o anúncio presidencial, há duas semanas, a Casa Branca não indicou ao Pentágono nenhuma diretriz sobre a política de aceitação das pessoas transgênero que, por enquanto, não foi tocada.
  

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