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Américas

“Não obedeço ordens imperialistas”, diz Maduro após sanções dos EUA

media O presidente venezuelano Nicólas Maduro rejeita sanções impostas pelos Estados Unidos em 01/08/17 Miraflores Palace/Handout via REUTERS

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, enfrenta sanções dos Estados Unidos e um crescente isolamento internacional por levar adiante uma Assembleia Constituinte que, segundo Washington e seus adversários, o tornam um "ditador".

O secretário americano do Tesouro, Steven T. Mnuchin, anunciou nesta segunda-feira (31) que todos os ativos do presidente venezuelano "sob a jurisdição dos Estados Unidos” estão congelados, ao denunciar que "as eleições ilegítimas confirmam que Maduro é um ditador que ignora a vontade do povo".

O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Herbert McMaster, declarou que "Maduro não é apenas um líder ruim, agora é também um ditador" que se "une ao exclusivo clube que inclui (Robert) Mugabe, Bashar al-Assad e Kim Jong-Un", também sancionados pelos EUA. O governo de Donald Trump anuncia as sanções contra Maduro, no poder desde 2013, um dia depois da eleição dos membros da Assembleia Constituinte, da qual a oposição venezuelana não participou por considerar "fraudulenta".

"O que importa é o que diz o povo da Venezuela!" - declarou Maduro ao celebrar o que qualificou de "triunfo histórico, com uma votação que reuniu oito milhões de eleitores (41,5%), segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE). Na noite desta segunda-feira, em mensagem na TV, Maduro afirmou: "não obedeço ordens imperialistas, não obedeço governos estrangeiros, sou um presidente livre". Segundo Maduro, as sanções de Washington são "uma reação colérica porque o povo da Venezuela e seu presidente desobedeceram sua ordem de suspender a Assembleia Nacional Constituinte".

Uma Constituinte superpoderosa

A partir de agora, Maduro governa com uma Assembleia Constituinte que ameaça radicalizar o conflito com a oposição e provocar um isolamento internacional, segundo seus opositores. "A Venezuela amanhece mais dividida e isolada do mundo", advertiu Julio Borges, presidente do Parlamento venezuelano, um dia após a eleição da Assembleia Constituinte.

O pleito foi marcado por violência, com um saldo de dez mortos, subindo para 125 o número de vítimas fatais em quatro meses de manifestações contra o governo de Maduro. A Assembleia Constituinte, que terá 545 membros, deverá tomar posse na quarta-feira (2) na sede do Parlamento, controlado desde 2016 pelo partido de oposição Mesa da Unidade Democrática (MUD).

Maduro alertou que os deputados da oposição poderão ser alvos de represálias da Assembleia Constituinte, que será dotada de superpoderes. "Acabou a sabotagem da Assembleia Nacional, vamos colocar ordem. Será necessário retirar a imunidade parlamentar", advertiu.

A Assembleia Constituinte vai liderar o país por tempo indefinido, estando acima até mesmo do presidente. O órgão será responsável por redigir uma nova Constituição, que a oposição acredita que será usada para instaurar uma ditadura comunista. "Não reconhecemos este processo fraudulento, para nós é nulo, não existe", disse o líder opositor Henrique Capriles, ao convocar novos protestos.

Reação da comunidade internacional

Na mesma direção dos Estados Unidos, que condenaram a eleição "viciada" e anunciaram sanções contra Maduro, países como Colômbia, Panamá, Peru, Argentina, Costa Rica, México e Espanha ignoraram a Constituinte venezuelana. O Brasil exortou Maduro a suspender sua instalação.

Já a União Europeia (UE) expressou sua "preocupação com o destino da democracia na Venezuela". "A Comissão tem sérias dúvidas sobre se o resultado da eleição pode ser reconhecido", declarou a porta-voz do executivo da UE, Mina Andreeva. O bloco também apontou a responsabilidade de Caracas para "restaurar o espírito da Constituição e a confiança perdida" com sua tentativa de "estabelecer instituições paralelas".

O ministro britânico das Relações Exteriores, Boris Johnson, pediu uma "ação urgente" do governo da Venezuela para deter a divisão do país, que está "à beira do desastre". Em defesa de Maduro, Cuba denunciou "uma bem concertada operação internacional, dirigida a partir de Washington e com o apoio do secretário-geral da OEA, destinada a silenciar a voz do povo venezuelano, ignorar sua vontade e impor a rendição mediante ataques e sanções econômicas".

Além de Cuba, El Salvador, Bolívia e Nicarágua manifestaram seu apoio à Venezuela. O país atravessa uma severa crise econômica, com prolongada escassez de medicamentos e alimentos, uma inflação que poderia chegar a 720% e uma queda do PIB de 12%, segundo o FMI.

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