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Américas

Violência marca eleição de Assembleia Constituinte na Venezuela

media Pouca movimentação no colégio onde Hugo Chavez votava. Elianah Jorge

O dia da eleição para a assembleia constituinte convocada pelo presidente Nicolas Maduro foi marcado pela violência. Até o começo da tarde subiu para 114 o número de mortos durante os protestos, que começaram em abril deste ano, em todo o país.

Elianah Jorge, correspondente da RFI em Caracas

Duas pessoas foram assassinadas no interior do país, entre elas um dirigente da oposição e um candidato do governo. Pelo menos seis pessoas ficaram feridas, entre elas quatro policiais, que estavam no bairro de Altamira, de oposição, na capital venezuelana, quando seus veículos foram incendiados.

O clima de incerteza também esteve presente durante todo o dia de votação para a assembleia constituinte. A oposição não apresentou candidatos e acusa Maduro de tentar reforçar seus poderes.

Em Caracas, de um lado da cidade poucos eleitores foram às urnas. Do outro lado, na área oeste, alguns manifestantes insatisfeitos protestavam. Porém uma característica similar unia ambos os grupos antagônicos e polarizados: poucas pessoas nas ruas.

Pouca adesão de ambos os lados

Até o início da tarde a convocação feita pela coligação opositora Mesa da Unidade Democrática não atraiu tantas pessoas como era esperado. A opositora María Rodríguez Torrealba, de 53 anos, disse ter medo da reação das forças de segurança do governo, por isso preferiu só observar, enquanto poucos manifestantes se dirigiam a uma das principais vias de Caracas.
Já na ala leste da capital, que é de predomínio de eleitores chavistas, poucas pessoas comemoravam a data. Nada compatível com anos anteriores, quando os eleitores do chavismo predominavam nos locais de votação.
Até mesmo onde o ex-presidente Hugo Chávez votava, as filas era insignificantes, se comparadas com a fila dos supermercados e padarias, onde diariamente mais de duzentas pessoas se aglomeram para comprar pão, um dos produtos escassos neste país membro da OPEP e que se gaba de ter uma das maiores reservas de petróleo do planeta.

Nova Constituição

O presidente Nicolas Maduro foi o primeiro a votar. Ele usou o carnê da pátria, uma espécie de carteira de identidade através da qual o governo acompanha os passos de seus seguidores. Héctor Rodríguez, chefe do Comando de Campanha da Assembleia Constituinte, informou que através do carnê da pátria foi possível verificar que esta foi uma das melhores votações realizadas na Venezuela.
Apesar de toda a crítica e de ameaças de sanções, neste domingo, 30 de julho, vão ser eleitos 545 constituintes que vão escrever uma nova Constituição para a Venezuela e assim deixar para trás a de 1999, estabelecida pelo ex-presidente Hugo Chávez.

 

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