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Américas

Cresce tensão na Venezuela quatro dias antes da eleição para a Constituinte

media Em Caracas, oposição, população e manifestantes se preparam para o pior. REUTERS/Marco Bello

A oposição venezuelana se prepara para a última greve geral antes da eleição para a Assembleia Constituinte, que deverá acontecer neste domingo (30). Esperando pelo pior, parte da população tenta se abastecer de mantimentos para os próximos dias.

De Caracas, Elianah Jorge para a RFI Brasil.

Contra a eleição para a Assembleia Constituinte organizada pelo presidente Nicolas Maduro, a oposição convocou para esta quarta-feira (26) mais uma greve geral, prevista para durar 48 horas. Desde que começaram os protestos no país, há mais de 100 dias, esta é a segunda e maior paralisação em nível nacional. Vários sindicatos aderiram à greve, entre eles a Central Única de Transportes, fundamental para a paralisação da circulação. A oposição ainda planeja uma grande manifestação, nesta sexta-feira (28), chamada “a tomada de Caracas”.

Com a eleição, o governo de Nicolas Maduro pretende reforçar o seu poder, alterando a Constituição. As recentes ações da oposição e do governo apontam para uma colisão frontal. Enquanto Freddy Guevara, um dos líderes opositores, exige o cancelamento da constituinte, Elias Jaua, homem forte do chavismo, afirma que a única via para evitar uma guerra civil no país é o diálogo.

Prisão de juízes

Nas últimas horas, dois dos 33 juízes nomeados na semana passada pela Assembleia Nacional, de maioria opositora, foram presos por ordem de um Tribunal Militar. Por outro lado, um programa da TV estatal divulgou vídeo no qual um dos juízes denunciou ter sido nomeado ilegalmente pelo presidente da Assembleia Nacional, o opositor Julio Borges, que teria roubado sua identidade.

O Tribunal Supremo de Justiça afirma que os juízes empossados pela oposição estão usurpando funções. O Parlamento, por sua vez, não reconhece os atuais integrantes do Poder Judicial alegando que eles foram impostos de maneira arbitrária e que seriam favoráveis ao governo.

Esta semana o ex-chefe do governo espanhol Luís Rodriguez Zapatero se reuniu com integrantes da oposição, e também com Leopoldo López, que está em prisão domiciliar, para buscar uma solução pacífica para a crise. Os interlocutores, porém, não chegaram a um consenso. Leopoldo pediu, através de um vídeo divulgado nas redes sociais, que os opositores continuem nas ruas “até alcançar a nossa liberdade”.

Corrida aos supermercados

Boa parte dos venezuelanos manifesta apreensão sobre os próximos dias, considerados incertos para o futuro do país, sobretudo pelo aumento da violência política e pela falta de consenso e de diálogo entre o governo e a oposição. Deputados da oposição já sugeriram que os venezuelanos estoquem alimentos e se preparem para o pior. Quem pôde foi às compras nesta terça-feira (25) para se abastecer de produtos enlatados e não perecíveis. O movimento também foi intenso nos postos de gasolina onde os proprietários de veículos abasteceram seus carros.

Nas redes sociais foi divulgado um plano de contingência, quase um preparativo para enfrentar uma guerra civil. A embaixada dos Estados Unidos em Caracas pediu a seus funcionários que se abastecessem com água potável para um período de 72 horas. O diretor nacional de migração da Colômbia informou que nas últimas horas cerca de 26 mil venezuelanos passaram pela fronteira.

Brasileiros em Caracas

Até o momento o corpo diplomático não deu nenhuma indicação para os brasileiros residentes na Venezuela. Pelo menos na capital Caracas, cerca de 5 mil brasileiros constam no registro consular. A única orientação é que os brasileiros façam a carteira consular, caso seja necessário lançar um alerta que alcance o maior número de pessoas.

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