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Américas

Escândalo da Odebrecht sacode vida política no Peru, diz Le Monde

media Até mesmo o presidente peruano Pedro Pablo Kuczynski pode ser afetado pelo escândalo da Odebrecht. REUTERS/Jaime Saldarriaga

As ramificações do escândalo de corrupção envolvendo a construtora brasileira Odebrecht continua dando o que falar fora do Brasil e é destaque no jornal francês Le Monde que chegou às bancas na tarde desta quarta-feira (19). O vespertino analisa as repercussões do caso no Peru, onde até mesmo o presidente Pedro Pablo Kuczynski pode ser atingido.

O vespertino explica como os esquemas da Odebrecht estão afetando a vida política do Peru, principalmente após a prisão do ex-presidente peruano Ollanta Humala, acusado ter beneficiado do financiamento ilegal de sua campanha eleitoral em 2011, que teria contado com ajuda da construtora brasileira. O jornal relata que a Odebrecht e outras empresas locais assinaram vários contratos superfaturados no país, e que “muito suborno foi feito para ganhar as licitações públicas”.

Segundo Le Monde, quase todos os presidentes nos últimos anos (desde a queda de Alberto Fujimori, em 2000) seriam atingidos pelo escândalo. Além de Humala, que acaba de ser detido, Alejandro Toledo, chefe de Estado entre 2000 e 2006, já foi indiciado e está foragido nos Estados Unidos, ressalta Le Monde.  

Além disso, frisa o jornal, mesmo se Humala não está mais no poder, o atual presidente, Pedro Pablo Kuczynski, foi seu ministro das Finanças e seu primeiro-ministro, o que pode fazer com que o escândalo respingue no chefe de Estado.

Segundo o vespertino, a justiça peruana está agindo de forma acelerada para investigar o caso. “Até mesmo uma Comissão parlamentar de investigação foi criada, com o nome de Lava Jato”, compara o texto.

“O escândalo chocou os peruanos”, comenta Le Monde. De acordo com o jornal, “a imagem do país, que beneficiava de uma das maiores taxas de crescimento da região, desmoronou”.

Mas o jornal francês lembra que o Peru não é o único país envolvido no escândalo da Odebrecht. Depois que os detalhes das operações da construtora foram expostos, o mundo ficou sabendo do esquema de suborno aplicado em mais de dez países da América Latina e da África. “Um verdadeiro tsunami”, avalia o jornal.

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