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Américas

Assediadas, mulheres do Vale do Silício saem do silêncio

media O assédio e o machismo impactaram nas atividades do Vale do Silício e causaram demissões de altos executivos Flicker/ Creative Commons

Conduta imprópria, mensagens constrangedoras, pressões: mais e mais mulheres do setor de tecnologia denunciam o que chamam de "cultura sexista e de assédio" do Vale do Silício, dominado por homens.

A demissão, em 21 de junho passado, do presidente da Uber, Travis Kalanick,  trouxe o assunto à tona:  em meio a acusações de sexismo e assédio, Kalanick, conhecido pelas piadas sobre suas conquistas femininas, foi acusado de incentivar uma cultura empresarial duvidosa.

O mundo do Vale do Silício é acusado há vários anos de sexismo e de tolerar o assédio sexual. Mas desde que uma ex-engenheira da Uber declarou publicamente em fevereiro, em seu blog, ter sido vítima de assédio - o que acabou por provocar a demissão de Kalanick -, os escândalos se acumulam e as denúncias também.

No final de junho, Justin Caldbeck deixou sua empresa de investimentos Binary Capital depois que seis mulheres revelaram que receberam cantadas quando tentavam levantar fundos. "Eu sinto muito", afirmou em um comunicado: "O desequilíbrio entre os investidores de capital de risco, homens, e as mulheres empresárias, é assustador e estou horrorizado com o pensamento de que meu comportamento possa ter contribuído para criar um ambiente machista".

Dias depois, um outro investidor, Dave McClure, confessou que teve um comportamento inadequado, assediando várias funcionárias no local de trabalho. Dez mulheres acabavam de denunciar no New York Times a "cultura de assédio sexual" no Vale do Silício, algumas apontando para McClure e Caldbeck.  "É muito importante denunciar esse tipo de comportamento (...), para que o setor possa reconhecer os problemas e lidar com eles", considera Katrina Lake, proprietária do Stitch Fix, que diz ter sido vítima de Caldbeck.

Tecnologia e finanças, um mundo de homens

Para as mulheres, o desafio é duplo no Vale do Silício porque se trata de uma indústria amplamente dominada por homens - a tech - e o mundo das finanças", também amplamente masculino, com somente 10% de mulheres.

No Google, 69% dos empregados são homens, uma proporção que sobe para 80% em posições de tecnologia, de acordo com seus dados mais recentes.

No Facebook, as mulheres ocupavam apenas 27% dos cargos superiores em 2016. Na Apple, são 37% de mulheres no total. Ambos os grupos dizem que também trabalham para aumentar esses números.  Katheline Coleman, que chegou do Canadá em 2013 para trabalhar na região, foi atingida pela onipresença dos homens.

Em 2014, Ellen Pao tornou-se um símbolo do sexismo no Vale do Silício ao processar por discriminação seu antigo empregador, a sociedade de capital de risco KPBC, mas acabou perdendo a causa. Uma mulher, investidora de alto risco, analisa que, às vezes, fazer declarações públicas, sem necessariamente ir à justiça, "é muito mais eficaz porque pode levar a boicotes". Este foi precisamente o caso com a Uber. Os diretores do grupo não se enganaram: preocupados, foram eles que forçaram Travis Kalanick a demitir-se, de acordo com a imprensa americana.

(informações AFP)

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