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Américas

Opositor Leopoldo López vai para prisão domiciliar em Caracas

media Manifestantes pedem a libertação de Leopoldo López (no cartaz), em setembro de 2015. AFP PHOTO/JUAN BARRETO

O opositor venezuelano Leopoldo López foi transferido neste sábado (8) para o regime de prisão domiciliar, depois de passar três anos encarcerado. Membro da ala radical da oposição venezuelana, López se tornou uma pedra no sapato do chavismo, movimento que ele combate quase desde sua origem.

López, de 46 anos, economista com mestrado em Harvard, foi condenado a 13 anos, nove meses e sete dias de prisão por incentivar a violência nos protestos contra o governo de Nicolás Maduro, que deixaram 43 mortos e cerca de 3 mil feridos entre fevereiro e maio de 2014.

A informação de que o opositor deixou a penitenciária foi dada por um de seus advogados na Espanha, Javier Cremades. Prontamente, o chefe do governo espanhol, Mariano Rajoy, tuitou: "Feliz que Leopoldo López voltou para casa".

O líder, que fez carreira como adversário do presidente Hugo Chávez (1999-2013), voltou para a sua casa em Caracas com sua esposa Lilian Tintori e seus dois filhos, depois que o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) ordenou sua prisão domiciliar por razões de saúde. Desde a prisão de López, circularam falsas notícias de sua morte e denúncias de tortura.

A medida em favor de um dos mais emblemáticos opositores encarcerado na Venezuela – ao todo, seriam mais de 400 prisioneiros políticos, segundo a ONG Foro Penal – acontece em meio a uma nova onda de manifestações exigindo a saída de Maduro. Nessa nova leva de protestos, 91 pessoas já morreram nos enfrentamentos com a polícia.

Ontem, a Igreja Católica aumentou a pressão contra Maduro. O presidente da Conferência Episcopal Venezuelana, Diego Padrón, declarou que a Constituinte de 30 de julho "será imposta à força e irá institucionalizar uma ditadura militar, socialista, marxista e comunista" no país.

Corajoso, popular e provocador

Como prefeito do município de Chacao (2000-2008), um dos mais ricos da região metropolitana de Caracas, López projetou uma figura de dinamismo e eficácia e as pesquisas lhe colocavam em boa posição para ser candidato presidencial, mas foi inabilitado politicamente em duas ocasiões.

Em 2014, com sua estratégia "A Saída", que buscava a renúncia de Maduro pela pressão de manifestações de rua que terminaram em atos violentos, alcançou notoriedade internacional. No dia 18 de fevereiro daquele ano, acompanhado por uma multidão e em meio a um grande destaque midiático que impulsionou ainda mais sua imagem, López se entregou às autoridades na praça José Martí de Caracas, após a justiça lhe decretar uma ordem de prisão.

O opositor deu esse passo não sem antes apelar ao seu estilo provocador. "Você não tem coragem para me manter preso, ou espera ordens de Havana?", havia escrito no dia anterior em seu Twitter dirigindo-se ao presidente Maduro.
   
"Sou inocente"
   
Fiel a esse temperamento, durante a audiência em que foi condenado, lançou um desafio à juíza que o declarou culpado, segundo afirmaram partidários presentes na sala. "Se a sentença for condenatória, você terá mais medo de lê-la do que eu de escutá-la, porque sabe que sou inocente", haveria dito López à juíza, segundo escreveu no Twitter David Smolansky, prefeito da localidade capitalina de El Hatillo, que estava no tribunal.

Com um jogo de palavras que denota a agressividade que pode alcançar o discurso político na Venezuela, Maduro e outros altos funcionários classificam López como "o monstro de Ramo Verde".

A greve de fome e os protestos do ano anterior trouxeram à tona profundas diferenças entre López e outros setores da coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), especialmente o que representa Henrique Capriles, derrotado por uma pequena margem por Maduro nas eleições presidenciais de 2013.

Capriles se distanciou das manifestações defendendo saídas eleitorais e pediu a López para interromper a greve de fome que estava fazendo. Ambos são as figuras mais expoentes de uma oposição mais unida no campo eleitoral do que no político.

López é "um ator político com a emoção que os outros não têm", afirmou à AFP a filósofa política Colette Capriles, para quem aquela greve de fome foi uma estratégia do líder opositor para diferenciar-se de Capriles e de outros líderes da oposição.

"Capriles aposta na construção de uma liderança que atraia os chavistas, para que não se sintam assustados. A estratégia de Capriles é muito mais bem sucedida a longo prazo", completou.

Com informações da AFP

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