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Américas

“Não há volta no Acordo de Paris”: lideranças mundiais reagem a Trump

media O Hotel de Ville, sede da prefeitura de Paris, ganhou uma iluminação verde em sinal de reprovação da prefeitura da capital francesa a decisão de Trump. REUTERS/Philippe Wojazer

Lideranças europeias reagiram indignadas na manhã desta sexta-feira (2) à decisão do presidente americano Donald Trump de retirar os Estados Unidos do Acordo do Clima de Paris. França, Alemanha e Itália, emitiram um comunicado comum, em que criticam o chefe da Casa Branca e lembraram que, apesar de Trump ter declarado que pretende encontrar um compromisso mais interessante aos Estados Unidos, o acordo "não é negociável".

A polêmica decisão do presidente americano Donald Trump nesta quinta-feira (1) de sair do Acordo de Paris conseguiu o que parecia impossível, reunindo, numa reação em bloco, lideranças que andavam afastadas dentro da União Europeia. Até a Rússia, que não havia ainda ratificado o acordo, aproveitou a ocasião para se unir aos europeus. "Tomamos a decisão de assinar o acordo e não vamos voltar atrás", declarou nesta sexta-feira (2) o vice-primeiro-ministro russo, Arkadi DvorKovitch.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou nesta sexta-feira (2) que não há possibilidade de renegociação no acordo de luta contra as mudanças climáticas, após a retirada dos Estados Unidos, anunciada na véspera. "Não há volta atrás na transição energética. Não há volta no Acordo de Paris", declarou, antes da abertura de uma reunião de cúpula entre a União Europeia (UE) e a China em Bruxelas, na presença do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang.

Até a China, primeiro poluidor mundial, reiterou apoio ao Acordo de Paris

A China, o primeiro poluidor mundial, prometeu nesta sexta-feira implementar o Acordo de Paris. "As partes interessadas devem valorizar este acordo, conseguido com muito esforço", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hua Chunying. Ele ressaltou que a China iria dar "passos concretos" em resposta às mudanças climáticas. "Nós vamos sinceramente manter as nossas obrigações", assegurou.

Para o presidente do Conselho constitucional da França, Laurent Fabius, que era presidente da COP 21, quando foi assinado o Acordo do Clima de Paris em 2015, a escolha do republicano é escandalosa. O presidente francês, Emmanuel Macron, depois de uma conversa por telefone com Donald Trump, fez uma declaração lamentando a decisão do governo americano, "Respeito a decisão mas acho um grave erro para os Estados Unidos e para todo o planeta". Macron disse que o Acordo de Paris é irreversível, não negociável, e finalizou, falando em inglês, em referência a um famoso slogan de campanha de Trump: "Temos todos a responsabilidade de fazer um planeta grande de novo".

Líderes deploram a decisão de Trump

A primeira-britânica Theresa May telefonou para Trump ainda na quinta-feira (1) para lembrar para reforçar a sua “convicção” de que o Acordo de Paris protegerá a prosperidade e a segurança das gerações futuras, além do acesso energético a cidadãos e empresas”. Na sexta (2), foi a vez do primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, telefonar para o presidente americano e comunicar sua “extrema decepção” e reafirmar a vontade do Canadá de “lutar contra as mudanças climáticas em nível internacional”.

Para o premiê belga Charles Michel, a decisão é “irresponsável” e “ofende a palavra dada”. "Dia triste para o mundo", declarou primeiro-ministro dinamarquês Lars Lokke Rasmusse, assim como o primeiro-ministro holandês Mark Rutte, que afirma, porém, que "sem a participação dos Estados Unidos, será mais difícil para atingir os objetivos".

“Ele não gosta de Paris, deve ser a única pessoa do planeta a não gostar desta cidade”, ironizou a prefeita da capital francesa, Anne Hidalgo, que também é presidente do CAC40, uma rede de 91 cidades mundiais engajadas na luta contra o aquecimento global. “Os prefeitos americanos estão muito mobilizados [contra a decisão de Donald Trump]. Vamos ajudá-los”, declarou Hidalgo, lembrando que 12 grandes cidades americanas como Nova York, Los Angeles e São Francisco, fazem parte da entidade.

Assista o discurso do presidente francês Emmanuel Macron, em inglês:

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